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As prioridades mais valorizadas pelos CEOs em tempos de crise

As prioridades mais valorizadas pelos CEOs em tempos de crise

Seis ações que estão nas agendas dos líderes para lidar com a economia turbulenta e mirar na próxima etapa de crescimento.

Se um executivo tivesse dormido em 2019 e só acordado agora, provavelmente não iria reconhecer o mundo dos negócios de 2022. A pandemia de covid-19 e todas as suas consequências sociais e econômicas reescreveram as regras deste universo e, hoje, já é normal ter que lidar com novas e disruptivas crises no cotidiano.

Neste cenário, a gestão das organizações é muito mais difícil do que apenas alguns anos atrás e uma das tarefas mais complicadas para seus CEOs é decidir o que é preciso ser feito e o que pode esperar. Ou seja, definir quais são as reais prioridades.

Para tentar responder à pergunta “o que realmente importa atualmente?”, a McKinsey & Company, empresa de consultoria empresarial americana, entrevistou centenas de líderes empresariais e encontrou seis prioridades que aparecem na agenda de CEOs de todo o mundo.

São ações que os estrategistas por excelência das companhias estão tomando tanto para aumentar as defesas dos negócios contra tempos turbulentos quanto ganhar terreno contra concorrentes, o que exige um olhar estratégico para o futuro e a formulação de soluções para problemas que precisam ser enfrentados já.

Prioridade nº 1: resiliência

Por que alguns negócios conseguiram sobreviver e chegar neste período de pós-pandemia e outros não? A resposta está em uma palavra: resiliência. Ela já carrega certa reputação no mundo corporativo, mas é preciso destrinchar o conceito para além do senso-comum.

A resiliência se coloca como uma estratégia central na gestão de crises, afinal, operar em um mundo em eterna volatilidade e instabilidade é lidar com crises dia após dia. Este cenário exige que as companhias atuem muito mais rápido e se adaptem constantemente. É disso que se trata a resiliência institucional: a habilidade de permanecer firme ou se transformar diante de ameaças imprevisíveis e, então, emergir mais forte.

Também é importante que esta prioridade dos CEOs esteja presente nas diversas dimensões dos negócios, desde finanças, operações, modelo de negócio e tecnologia à questão organizacional e de reputação da marca. Para isso, o primeiro passo é questionar o quanto seu negócio é resiliente hoje. A partir daí, é possível entender as necessidades do futuro e desenhar uma estratégia resiliente que possa ser mantida ao longo do tempo.

Prioridade nº 2: coragem

Com a economia turbulenta e com tantos indicadores em vermelho, é tentador para líderes empresariais darem um passo atrás, adiar algumas iniciativas e colocar metas mais modestas. Para os CEOs entrevistados pela McKinsey & Company, todas estas são atitudes tentadores, sim, porém equivocadas.

Colocar a coragem como prioridade não significa ser imprudente. Pelo contrário, estudos da empresa americana demonstraram que posturas somente defensivas tendem a levar a performances medianas, enquanto posturas somente ofensivas entregam uma mistura de ganhos ocasionais com algumas falhas catastróficas.

Por isso, os melhores líderes e companhias são “ambidestros” em certo sentido: prudentes ao gerir crises e dificuldades e corajosos em buscar ganhos, vantagens e inovação. Estes CEOs estão pensando na próxima década, não apenas no próximo mês. Isso significa que, com coragem, eles estão levando suas empresas a repensar oportunidades e estratégias de negócios por completo.

Um bom exemplo é o que um dos CEOs entrevistados declarou: “eu não quero que tornar nossa performance referência para a indústria – eu quero reinventar esta indústria”.

Prioridade nº 3: novos negócios

Falando em coragem, que tal se aventurar em um setor completamente distinto de negócio? Diferentemente de evoluir em uma mesma área, esta é uma nova jornada mais difícil, mas que mais da metade dos executivos entrevistados consideraram como a prioridade top 3 para os próximos anos.

Segundo o levantamento feito diretamente com esta centena de CEOs, um dos solos mais férteis para novos negócios hoje é a tecnologia verde ou sustentável. A pesquisa da McKinsey & Company identificou 11 companhias importantes nesta área, cujo valor somado pode chegar a U$12 trilhões em alguns anos.

Sem perder oportunidades, executivos precisam lembrar que, em tempos de vacas magras, eles têm uma vantagem que startups não têm: possuir os ativos necessários para endossar novos negócios de sucesso.

Prioridade nº 4: tecnologia como base de crescimento

Tecnologias melhores e mais inovadoras foram apontadas como a quarta prioridade dos CEOs ao redor do mundo. E a escolha vale tanto para as novas oportunidades em negócios verdes quanto para diversos outros cenários, como em companhias non-tech que estão se digitalizando ou empresas que buscam tirar o máximo proveito do momento de transformação digital.

Para continuar evoluindo e não ficar para trás, os CEOs estão atentos a novas oportunidades que tragam a tecnologia como base e às maiores tendências tecnológicas para os próximos anos, como aplicações de IA, conectividade avançada, bioengenharia, machine learning, realidade virtual imersiva, energia limpa e consumo sustentável, entre outros.

Prioridade nº 5: neutralidade de carbono

A questão ambiental entrou de vez na agenda dos líderes mundiais. Não só a intenção em alcançar a neutralidade de carbono (equilíbrio entre as emissões e a absorção do dióxido de carbono, fazendo com que o saldo na atmosfera seja neutro) apareceu nas prioridades dos CEOs entrevistados, como conseguiu se manter relevante mesmo em um cenário de crise.

Afinal, é fácil deixar a preocupação com a sustentabilidade dos negócios de lado quando também aparecem na equação inflação, guerra, insegurança energética e recessão econômica. Não foi o que aconteceu. Dessa forma, o relatório da McKinsey & Company destaca o tema se firmar como prioridade como uma boa notícia. Caberia aos CEOs, portanto, também tomar a liderança na meta por carbono zero.

Prioridade nº 6: reconstruir a experiência do empregado

Engana-se quem pensou que os CEOs só têm olhos e cabeça para novas oportunidades de negócios e prospecções de se manter relevante no mundo corporativo. Eles reconhecem que pessoas estão por trás de qualquer iniciativa de sucesso, por isso, seus empregados ou colaboradores também são importantes e estão no centro de qualquer estratégia.

Com o cenário pós-pandêmico e as relações mais transacionais no mundo corporativo, o objetivo agora é reengajar a força de trabalho, reconstruindo a experiência do empregado. Novos planos de engajamento incluem acertar a medida do trabalho híbrido, ter planos de retenção de talentos e pensar o escritório do futuro – um lugar para ver amigos, desenvolver ideias e encontrar significado para aguentar toda uma semana de reuniões em vídeo.


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