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Alta da preocupação com a saúde exige novos posicionamentos do setor de RH

Alta da preocupação com a saúde exige novos posicionamentos do setor de RH

Especialista em RH destaca a importância de ter o setor alinhado no momento de pandemia

Em período de pandemia e sob regime de home office, o setor de Recursos Humanos (RH) foi ainda mais importante na relação com os colaboradores. E em um momento no qual a saúde é o centro da atenção de todos, demanda-se do setor um alinhamento maior, para que haja um auxílio em momentos críticos, seja como intermédio entre o funcionário e o plano de saúde oferecido pela empresa, seja para tirar dúvidas sobre protocolo de segurança seguido pelas corporações e até mesmo para discutir sobre a saúde mental.

Dessa forma, houve uma necessidade ainda maior de o setor de RH se fazer presente, estando disponível para tirar não apenas dúvida corriqueiras em relação ao trabalho, mas também abordando temas como melhor uso do plano de saúde, rotina de trabalho dentro de casa e saúde mental.

Planos de saúde e orientações

O início da pandemia e o medo de contaminação trouxe muitas dúvidas. “Não estou me sentindo bem, devo ir ao pronto-socorro?”, “O meu plano de saúde oferece teleconsulta?” e “O plano cobre o teste de Covid-19” são algumas das mais comuns. E, em um momento de incertezas, muitos colaboradores acabaram recorrendo ao RH das empresas para ter essas respostas, afinal, parecia ser o caminho mais prático e rápido. Coordenar essas informações e atender aos anseios dos trabalhadores se tornou um desafio para a área.

Para se ter ideia, dos menos de 30% da população brasileira que possuem assistência médica paga, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% correspondem a planos pagos pelas corporações. Isso significa o quanto o papel das empresas se mostra importante para a saúde do brasileiro.

Eduardo Félix, especialista em Recursos Humanos e fundador da EduAction, empresa que fornece treinamento para entrevistas de emprego com o RH e com o gestor, afirma que a função do profissional do setor é garantir que os colaboradores se sintam assegurados, e isso deve se adaptar de acordo com o momento de vida deles. “O papel do profissional de RH é tratar a saúde, segurança e qualidade de vida do colaborador como temas prioritários. Ele deve proporcionar que a empresa seja um ambiente salubre para que ajude a melhorar o desempenho dos colaboradores”, salienta.

Por isso, uma das ações que muitos setores de RH reproduziram nas empresas foi investir em campanhas de conscientização dos colaboradores, para que houvesse um maior entendimento sobre postos de saúde com testes ou mesmo para saber qual é o momento certo de procurar ajuda médica durante a pandemia. Essa orientação recebe o nome de “coordenação de cuidados”, algo capaz inclusive de reduzir os gastos.

No entanto, para que a estratégia funcione da melhor maneira, é necessário que haja um primeiro investimento de capacitação dos profissionais, bem como em tecnologia que os acompanhe no processo de atendimento.

Eduardo destaca que, quando há mais investimento no setor, o departamento do benefício pode destacar profissionais que auxiliem os colaboradores. Em caso de menor investimento, essa tarefa fica mais complicada. “Quando o RH possui uma estrutura maior, há um departamento de benefícios para esse fim. Quando a estrutura é mais enxuta, o profissional deve ter conhecimento dos planos de saúde para tirar eventuais dúvidas e também para informar alterações, carência, etc.”

Entre as tecnologias para investir na área, os especialistas destacam ferramentas para credenciamento dos colaboradores, como criar um histórico de saúde que contenha todas as informações necessárias.

Home-office, trabalho presencial e flexibilidade

Além do contato com planos de saúde e campanhas de prevenção do vírus e conscientização, houve também uma necessidade ainda maior por parte do setor de assegurar a segurança dos colaboradores em regimes mais flexíveis. Para isso, explica Eduardo, foi necessário trabalhar com o conhecimento de quem poderia estar mais apto ao trabalho presencial — quando esse fosse essencial.

“É necessário compreender quais são os profissionais que podem ou não atuar em regime de home-office. Para as profissões que não possuem possibilidade de trabalho remoto é possível flexibilizar através de escalas e horários diferentes para evitar aglomerações, além do fornecimento de EPIs necessários. Em todos os casos, é necessário um trabalho de conscientização constante para garantia da proteção e segurança. Esse trabalho de comunicação é fundamental”, ressalta Eduardo.

Outro suporte muito importante durante a pandemia esteve relacionado aos sintomas do vírus. Até para as empresas que não desenvolveram a coordenação de cuidados, o reforço das práticas de segurança com a Covid-19 foi essencial.

Nesse caso, o encaminhamento para postos de saúde com a testagem, em especial nos primeiros momentos da pandemia, foram fundamentais dentro do setor de RH, o que fez crescer a necessidade da orientação médica. “O RH precisa ter uma visão da empresa como um todo para compreender como a Pandemia afeta ou pode afetar cada departamento da organização”, acrescenta Eduardo.

O RH e os transtornos mentais durante a pandemia

Um ponto de destaque da pandemia foi o aumento progressivo de novos casos de ansiedade e depressão, que foram bastante visíveis nas empresas. Seja pela mudança de hábitos, pelo acúmulo de horas trabalhadas, pelo novo ambiente ou mesmo pela alteração na própria jornada de trabalho, inúmeros colaboradores apresentaram sinais de transtornos mentais, de acordo com a pesquisa da Fiocruz Brasília e Bahia.

O estudo “Impacto Social do Confinamento pelo Surto de Coronavírus Covid-19 na América Latina – Brasil” mostra que ao menos 40% dos trabalhadores brasileiros apresentaram sintomas como aborrecimento ou irritação; nervosismo, ansiedade ou tensão; preocupação com diversas coisas ou com dificuldade para relaxar durante a pandemia.

Nesses casos, é função também do RH assegurar a saúde mental dos colaboradores. “O RH também deve ter conhecimento sobre os transtornos mentais que o isolamento social pode causar e saber lidar com cada caso de maneira imparcial”, explica Eduardo. Para esses casos, a orientação para ajuda psiquiátrica é um bom exemplo de assistência.

É necessário entender as limitações dos trabalhadores, de forma a auxiliá-los e assegurá-los dentro do ambiente de trabalho — ainda que esse ambiente seja, agora, dentro de casa. “É função do RH assegurar que as exigências feitas pelo Ministério do Trabalho sejam cumpridas. O RH é o guardião da saúde física e mental dos colaboradores em uma empresa”, completa Eduardo.


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