A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) passou a contar com o suporte do Google Localizador para auxiliar vítimas de roubo ou furto de celulares Android. A ferramenta foi integrada aos Terminais Portáteis de Dados (TPDs) usados pelos policiais em campo. Com ela, é possível localizar o celular em tempo real, emitir alarme sonoro, bloquear a tela remotamente e, se necessário, apagar os dados do aparelho.
A parceria entre o Google e a PMESP foi anunciada em 10 de junho, durante o evento Google for Brasil. A integração será acompanhada de protocolos de atendimento e treinamentos, permitindo que os agentes da PM possam ajudar as vítimas a bloquear os celulares diretamente do aparelho policial, utilizando apenas o número de telefone da vítima. A tecnologia será viabilizada por meio do Android Enterprise, solução que facilita o gerenciamento remoto dos dispositivos da corporação, garantindo maior controle e segurança.
Só em 2025, segundo dados da Polícia Militar, 24,7 mil aparelhos foram roubados na cidade de São Paulo. A quantidade é 12,9% menor na comparação entre janeiro e abril do ano passado.
Como funciona o Google Localizador?
O Google Brasil anunciou que São Paulo foi o primeiro estado a receber, de forma institucionalizada, uma nova camada de proteção contra roubos de celulares Android, agora ativada por padrão. Com isso, a partir do segundo semestre deste ano, todos os novos aparelhos Android configurados no Brasil – ou os que forem restaurados para as configurações de fábrica – terão automaticamente ativados dois recursos de segurança: o Bloqueio de Detecção de Roubo e o Bloqueio Remoto.
Os usuários poderão desativar os recursos, se assim desejarem, mas a ativação padrão visa garantir maior alcance e proteção desde o primeiro uso. Ambas as ferramentas foram lançadas originalmente em 2024, mas exigiam ativação manual. Agora, elas passam a ser parte integrante da experiência Android no país.
O Bloqueio de Detecção de Roubo, como o nome indica, usa Inteligência Artificial (IA) para reconhecer quando um celular é arrancado abruptamente da mão da vítima. Nesse caso, o sistema bloqueia automaticamente a tela, impedindo o acesso aos dados. Segundo o Google, o recurso já ajudou a proteger quase 50 mil dispositivos que permaneceram bloqueados por mais de 48 horas após o acionamento da função.
Já o Bloqueio Remoto permite que qualquer usuário que tenha seu celular roubado possa bloquear a tela do aparelho de forma instantânea acessando a página android.com/lock e informando apenas o número do telefone. Durante o Carnaval de 2025, por exemplo, o volume de bloqueios remotos no Brasil cresceu 30% em relação à média anual, evidenciando a demanda por esse tipo de solução.
“A ativação de fábrica do Bloqueio Remoto torna o recurso acessível de forma mais ampla, fazendo com que essa camada de proteção ajude as pessoas a agirem rapidamente em caso de perda ou roubo. Essa medida reforça nosso compromisso em oferecer soluções cada vez mais seguras e intuitivas”, afirmou Fabrício Ferracioli, gerente de Parcerias Técnicas de Android do Google.
Como ativar os recursos manualmente
Mesmo com a nova política de ativação automática, usuários que desejam conferir se a funcionalidade está ativa ou habilitar manualmente os recursos podem seguir o seguinte passo a passo:
- Acesse as configurações do seu dispositivo Android;
- Vá até o menu “Google” e depois em “Todos os Serviços”;
- Toque em “Proteção contra Roubo” e ative os três recursos disponíveis: Bloqueio de Detecção de Roubo, Bloqueio Remoto e Bloqueio de Dispositivo Offline.
Os recursos estão disponíveis para celulares com Android 10 ou superior. Com esse movimento, o Brasil consolida-se como pioneiro na adoção de soluções inteligentes para segurança de dispositivos móveis. A iniciativa responde a uma preocupação crescente da população e reforça a importância da tecnologia como aliada no combate ao crime urbano.
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