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Os ensinamentos da pandemia sobre as questões ambientais

Os ensinamentos da pandemia sobre as questões ambientais

Em artigo publicado na Fast Company, Bill Gates lista ações que devem ser tomadas por parte de grandes nações e empresas sobre o clima
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A pandemia do novo coronavírus trouxe transformações importantes no comportamento do mundo como um todo, bem como impactos que ainda não foram dimensionados. O fato é que há uma mudança tanto no pensamento do consumidor, que se torna cada vez mais consciente, quanto na preocupação das empresas com questões de ESG (meio ambiente, sociedade e governança). A preocupação com as questões ambientais cresceu — e muito.

Os efeitos do isolamento social e a redução de circulação deixaram a necessidade de dar atenção ao tema mais evidente. Na Itália, a ausência do turismo fez com que as águas do canal de Veneza voltassem a ser cristalinas. Na China, a paralisação das indústrias gerou uma diminuição recorde nos níveis de poluição do ar.

Ainda que o vírus tenha mostrado de forma mais ágil o impacto da ação humana no meio ambiente, é fato que ainda há muito a ser feito. E muito foi aprendido durante esse período. Bill Gates abordou esses aprendizados em artigo publicado na Fast Company, referência em business. Na visão do magnata, os países já estão se reorganizando para reduzir o impacto das indústrias e demais interferências no planeta, mas falta união e cooperação, sobretudo entre os setores econômicos e tecnológicos.

Abaixo, separamos as principais ações destacadas por Gates para os líderes de grandes corporações colocarem em prática nos próximos anos, visando a manutenção e recuperação do meio ambiente. Confira:

Cooperação internacional

Bill Gates destaca que o bom e velho clichê de “temos que aprender a trabalhar juntos” não pode mais ser ignorado ou posto de lado em decorrência de desentendimentos. Afinal, o planeta é um só e as ações feitas nele geram impacto para todos.

“Quando instituições governamentais, pesquisadores e companhias farmacêuticas trabalharam juntas contra a Covid-19, o mundo fez um notável progresso — o que pode ser visto na produção e testagem das vacinas em tempo recorde. Quando não aprendemos uns com os outros e demonizamos demais países ou nos recusamos a aceitar que as máscaras e o distanciamento social diminuem a rapidez com que o vírus se propaga, estendemos a miséria”, comenta no artigo.

Combater as mudanças climáticas é dever de todos

No artigo, Bill Gates destaca que o combate das más ações sobre o clima não pode ser apenas isolado, precisa ser feito em conjunto: “Se os países mais ricos se importarem só em diminuir o próprio número de emissão de gás carbônico, por exemplo, e não considerarem que as tecnologias limpas precisam ser práticas e acessíveis para todos, nunca chegaremos à emissão zero”, destaca.

Para ele, democratizar tecnologias sustentáveis é um dos passos mais importantes para que a revitalização climática atinja um nível mundial. “Nós todos temos razões para atingir a emissão zero de carbono e ajudar os outros a fazerem isso também. As temperaturas não vão parar de subir no Texas se não houver redução nos gases emitidos pela Índia.”

É necessário ouvir e incentivar a ciência

“Na pandemia precisamos deixar que a ciência — na verdade, os mais diversos tipos de ciência — guiasse os nossos esforços. Procuramos por biologistas, virologistas e farmacologia, assim como por ciência política e econômica”, ressalta Gates.

Nesse sentido, ele destaca que a ação para reduzir os poluentes deve ser vista com vários setores em conjunto e não apenas como função única dos órgãos relacionados ao meio ambiente. “Assim como os epidemiologistas nos alertam sobre os riscos da Covid-19, mas não dizem como acabar a pandemia, a ciência ambiental nos diz que precisamos mudar o curso, mas não nos diz como. Para isso, precisamos da ação de engenheiros, físicos, cientistas ambientais, economistas e outros mais”, alerta.

Caminhos para chegar à emissão zero de poluentes

Segundo Gates, ainda há um caminho longo a ser percorrido para que a emissão de poluentes chegue a zero e deixe de interferir nocivamente no meio ambiente. Até que isso aconteça, é preciso pensar nas pessoas. “A população dos países mais pobres precisará de ajuda para se adaptar a um mundo mais quente”, diz.

O magnata também chama atenção para a questão dos empregos: “Os países mais ricos também terão que reconhecer que essa transição de energia sustentável será prejudicial para as comunidades que dependem dos sistemas de energia de hoje: lugares onde a mineração de carvão é a principal indústria, onde o cimento é feito, o aço é fundido ou os carros são fabricados. Uma parte significativa da economia da classe trabalhadora será afetada e deve haver um plano de transição em vigor para essas comunidades”, conclui.


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