Em um varejo cada vez mais pressionado por margem, capital de giro, eficiência operacional e assertividade de sortimento, poucas ferramentas são tão poderosas – e ao mesmo tempo tão subutilizadas – quanto o OTB (Open to Buy).
Para muitos, OTB ainda é visto como um controle financeiro rígido. Na prática, quando bem utilizado, ele é uma das maiores alavancas para decisões inteligentes de mix, estoque e crescimento sustentável, especialmente quando conectado ao Gerenciamento por Categoria.
Mas, o que é OTB?
OTB (Open to Buy) é o valor disponível para compras futuras, considerando estoque atual, vendas realizadas e projetadas, compras já comprometidas e metas de faturamento, margem e giro.
Na prática: OTB responde à pergunta-chave do varejo: Quanto ainda posso comprar, em quais categorias, no tempo certo, sem comprometer caixa, margem e nível de serviço?
Para que serve o OTB?
Quando bem estruturado, o OTB permite ao varejo:
- Planejar compras com base em demanda real, e não em histórico cego;
- Evitar excesso de estoque e rupturas simultaneamente;
- Sincronizar financeiro, comercial, supply e operações;
- Priorizar categorias e subcategorias com maior retorno econômico.
Mais do que controlar compras, o OTB orquestra decisões.
Principais benefícios do OTB
1. Melhor gestão de capital de giro
- Menos dinheiro parado em estoque errado.
- Mais liquidez para investir em categorias estratégicas.
2. Redução de estoques obsoletos e encalhados
- Compras alinhadas ao ritmo de venda.
- Menos remarcações e perdas.
3. Aumento de margem e rentabilidade
- Estoque certo, no momento certo, com menos pressão promocional.
- Melhor equilíbrio entre preço, volume e giro.
4. Mais disciplina e previsibilidade
- Menos decisões emocionais.
- Mais planejamento e menos “apagamento de incêndios”.
OTB e Gerenciamento por Categoria
Aqui está o ponto central – e muitas vezes negligenciado.
OTB só entrega todo seu potencial quando conectado ao Gerenciamento por Categoria.
Como o GC fortalece o OTB?
O Gerenciamento por Categoria traz as respostas que o OTB precisa para ser estratégico:
- Papel da categoria: destino, rotina, conveniência, ocasional.
- Estratégia da categoria: crescer vendas, margem, tráfego ou fidelização.
- Entendimento do shopper: necessidades reais, momentos de consumo, elasticidade.
- Performance por subcategoria e SKU.
Com isso, o OTB deixa de ser “quanto posso comprar no total” e passa a ser “quanto devo investir em cada categoria, subcategoria e solução de consumo, de acordo com seu papel e retorno esperado”.
OTB ao longo dos 8 Passos do GC
- Definição da Categoria – Dimensiona investimento.
- Papel da Categoria – Define prioridade.
- Avaliação – Base histórica.
- Scorecard – Métricas de ajuste.
- Estratégia – Onde investir.
- Táticas – Mix e compras.
- Implementação – Execução.
- Revisão – Ajustes contínuos.
Quando OTB e GC trabalham juntos, o varejo ganha
- Mix mais enxuto e relevante;
- Estoques mais saudáveis;
- Compras alinhadas ao comportamento do shopper;
- Mais resultado com menos capital imobilizado.
Portanto, o OTB é uma ponte entre estratégia e execução. Integrado ao GC, transforma limites em prioridades e investimento inteligente.
Digamos que o OTB define os limites e o GC define as prioridades.





