Alta tributação, margens apertadas de lucro, infraestrutura em telecomunicações insuficiente e o desafio de atender e engajar um consumidor apoiado em novas tecnologias, exigente e informado. Este é o atual cenário (ou campo de batalha) do varejo brasileiro.
Atento a esses movimentos, o Ciclo de Encontros NOVAREJO reuniu executivos e especialistas do setor para analisarem e discutirem os caminhos para contornar estes e outros desafios do varejo atual. Realizado pela revista NOVAREJO, com o apoio da SAP, a edição de junho do encontro aconteceu nesta quarta-feira (8), na sede do Grupo Padrão, em São Paulo para uma rica manhã de debates.
Com o tema “Criatividade Multicanal: ideias e inovações para impulsionar vendas e resultados a qualquer hora e qualquer lugar”, o ciclo trouxe à tona pontos sensíveis sobre como melhorar e impulsionar o relacionamento e encantamento do cliente multicanal por meio da tecnologia.
“Hoje, ter um negócio suportado por soluções e ferramentas tecnológicas já não é um diferencial competitivo. Independente da sua área de atuação essa qualidade passou a ser um imperativo para as relações de consumo atual”, afirma Jaques Meir, diretor de conhecimento e plataformas de conteúdo do Grupo Padrão e mediador do encontro.
“Uma das questões a serem respondidas pelo varejista é: como adotar uma solução tecnológica que agregue valor ao meu negócio”, completa Rodrigo Marcondes, vice-presidente de vendas da SAP, que também participou da mediação do clico.
Vanessa Rauti, executiva de vendas da SAP, aponta que “a escolha assertiva do parceiro tecnológico, que compreenda as necessidades de toda sua cadeia de negócio, será o diferencial competitivo no varejo”.
Inovação redimensionando os negócios
A respeito da multicanalidade, tema central do ciclo, do ponto de vista do varejo, ser multicanal hoje é redimensionar suas atividades e estar em integração total com os diversos pontos de contato do consumidor – garantindo a antecipação à suas demandas e necessidades em toda sua jornada de consumo.
“Hoje nosso negócio, a marcenaria, está começando a avançar nessa questão da multicanlidade e na interação tecnológica com os clientes. Hoje a tecnologia nos ajuda muito na a apresentação de projetos para o consumidor final”, revela Marcelo Ferrari, gerente de planejamento e distribuição na Léo Madeiras.
“Nossa experiência com a tecnologia nos mostra que as redes sociais são um bom indicador de resultados positivos e daquilo que o nosso cliente espera. É ali que conhecemos e aprofundamos nosso relacionamento com ele”, diz Luciene Naccarati, gerente de marketing do Rei do Mate.
Investimento e oportunidades
Outro ponto delicado na questão tecnológica apontada por Izabel Eufrosino, gerente de relacionamento com o cliente na Walmart do Brasil, diz respeito aos investimentos em tecnologia. “O acompanhamento das tendências é um entendimento necessário e unânime no varejo brasileiro. A questão é como capturar investimentos nesse momento sensível da economia brasileira”, diz. “Mas é importante alimentar essa necessidade dentro da empresa, principalmente, com a liderança”, completa.
Para a Gracimeire Bonato, gerente de atendimento da Tok & Stock, a inovação tecnológica deve ultrapassar os meios digitais e criar oportunidades também no ponto físico. “A inovação estimula a criação de novos layouts para nossas lojas, o que, por sua vez, inspira nossos clientes a remodelarem suas residências. Isso, consequentemente, se converte em novas vendas”, revela Gracimeire.
Patrícia Cansi, gerente geral de relacionamento com o cliente do Grupo Pão de Açúcar, concorda e afirma que a relação do consumidor com o espaço é muito importante no varejo e por isso “a inovação deve estar ao lado de quem convive com a entrega”. “Ela não pode ser refém de uma sala dentro da sua empresa”, analisa Patrícia.
Para Vanda Dias, gerente de e-commerce da Hope, outro desafio é fazer com que informações pertinentes ao negócio cheguem ao centro das decisões de uma empresa. “Não basta capturar e analisar dados. O desafio é levar essas informações para os líderes e, a partir delas, haver uma tomada de decisão positiva”.
Paulo Mero, diretor de marketing das Óticas Diniz, acrescenta a importância da transparência: “Temos que entender que uma premissa para atuar com as novas tecnologias é ser transparente com nossos clientes, que muitas vezes sabem mais do seu produto do que sua equipe de vendas”.
Ao final, o Ciclo NOVAREJO deixa claro que o varejo brasileiro convive com o desejo e a intenção de avançar na questão da tecnologia e inovação como motores de produtividade e de melhores resultados. Entre bons exemplos – já conhecidos pelo mercado – e espaço para novas iniciativas está um consumidor ávido por encantamento, agilidade, simplicidade e diferenciação. Como bem salientou Jaques Meir ao final do debate “a inovação precisa ser simples para atingir seu principal objetivo: trazer dinheiro novo”.
Além deste, outros pontos foram levantados durante o encontro. Para saber mais, aguarde a próxima edição da revista NOVAREJO, uma publicação 100% digital para um público que quer levar a NOVAREJO para todos os lugares.





