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O café do Papa agrega valor à nossa cadeia produtiva?

O café do Papa agrega valor à nossa cadeia produtiva?

Há 150 anos o Brasil é o maior produtor mundial de café. Mas, será que sabemos aproveitamos essa realidade para alavancar negócios ou agregar valores à nossa cadeia de produção?

?Porque fixação de marca, imagem, ou lovemarks são determinadas pelo cliente, não por nós?. Essa frase, dita por Yoshio Ishizaka, Vice-Presidente da Toyota abre o badalado livro Lovemarks, do não menos badalado Presidente Mundial da agência Saatchi & Saatchi, Kevin Roberts.
 
Há 150 anos o Brasil é o maior produtor mundial de café. Portanto, sistematicamente, nossos clientes tem nos oferecido a oportunidade de fixar marca, imagem ou nos transformar em Lovemark, não  no setor automobilístico, mas no mundo do café. A questão é: aproveitamos essa realidade para alavancar negócios ou agregar valores à nossa cadeia produtiva?
 
Colhemos 50 milhões de sacas de café por ano, mais do que produzem o segundo, terceiro e quarto países produtores somados. Consumimos 20 milhões de sacas ao ano, ou, em uma medida mais próxima de nosso dia-a-dia, 83 litros por brasileiro/ano – fato que nos coloca como o segundo maior mercado consumidor, atrás somente dos USA, em quantidade bruta.
 
Temos entidades representativas do setor cafeeiro, entre elas a ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café), que vem fazendo um esforço hercúleo para desenvolver e qualificar nossa cadeia produtiva e, graças a todos, definitivamente incorporamos o hábito e a cultura de tomar café, ainda e cada vez, um pouco melhor.
 
Como resultado dessa história, somos, aos olhos do mundo, um país ligado ao café. “Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros deste País. Queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água fresca, beber um cafezinho, falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós??.
 
Essas palavras foram ditas em julho do ano passado, na comunidade de Manguinhos, RJ, pelo Papa Francisco. Quando sua Santidade mencionou o cafezinho, a população o ovacionou e, num gesto de surpreso auto-reconhecimento, riu e aplaudiu. Essa percepção, no entanto, parece ser maior por parte de quem nos olha de fora do que entendida por nós mesmos.

Qual a nossa auto-imagem com relação ao café? Nos sentimos ?líderes mundiais? no café?     Apesar de toda a influência social, econômica, política e cultural que o café desempenhou em nossa história, às vezes, parece que a resposta à essa pergunta é não. Talvez o fato ensinado nas escolas que o ?Ciclo do Café? foi de 1800 a 1930 enseje a percepção de passado, de fatos que pertencem a um tempo antigo e ali terminam. Nada mais errado.
 
O melhor conceito que me ocorre diante do pequeno relato do discurso do Papa é o da ?legitimidade?. Quando o assunto é café, o Brasil tem legitimidade para ser protagonista. E em todas as dimensões possíveis desse setor enorme, belo e cheio de oportunidades. Nossos clientes, salientados pelo executivo japonês, já nos colocam dentro desse jogo.
 
A mais universal das bebidas oferece uma lista enorme de oportunidades para quem tem a legitimidade de, por 150 anos, ser o maior produtor mundial. A perspectiva de eventos de porte internacional sediados no Brasil apresenta, mais uma vez, a possibilidade de agregarmos valor ao nosso café e fazermos, de uma percepção externa sobre nós, uma afirmação nacional.
 
Uma afirmação brasileira, moderna, que generosamente junte nossos espaços rurais com nossas dinâmicas áreas urbanas e seja capaz de oferecer  ao mundo um conjunto de produtos diferenciados. Diferenciados, especiais, originais e ao mesmo tempo cosmopolitas, dignos de nossos melhores valores, assim pode e deve ser o Café do Brasil.  
 
Vitor Bertini é especialista em tomar café e diretor do Lombas, e-commerce especialmente desenvolvido para os amantes da bebida.

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