Quando se fala em expansão global da NBA, o Brasil desponta como um exemplo de sucesso, graças à estratégia liderada por Sérgio Perrella, vice-presidente de Licenciamento, Varejo e Patrocínios da NBA para a América Latina. Com base no Rio de Janeiro, Perrella tem conduzido uma transformação que coloca o País como referência mundial em experiências e negócios ligados ao basquete.
Hoje, o Brasil conta com nada menos que 33 NBA Stores oficiais – a terceira maior rede de lojas da liga no mundo –, além da única unidade móvel de varejo da NBA, a NBA Store Truck. Esse movimento reforça a intensidade do engajamento com os fãs. Só em 2024, mais de 3 milhões de pessoas visitaram as lojas espalhadas pelo País, representando um crescimento de 36% em relação ao ano anterior.
Outro marco é a NBA Store da Faria Lima, em São Paulo, considerada uma das mais icônicas, e o pioneiro NBA Park em Gramado, o primeiro parque temático da liga no mundo, que eleva a experiência dos torcedores para um novo patamar.
A capilaridade da marca também se estende a toda a América Latina e Caribe, onde mais de 30 licenciados produzem, vendem e comercializam produtos NBA, disponíveis em pontos físicos e e-commerces dedicados no Brasil, Chile, México e Argentina. A estratégia resultou em um crescimento de 23% nas vendas das lojas brasileiras em 2024, consolidando a NBA como um player sólido no varejo esportivo regional.
Resultados que reforçam o compromisso da marca em estreitar a conexão com o público latino-americano, integrando varejo, licenciamento e eventos para oferecer uma experiência única e de alta qualidade.
A seguir, conversamos com Sérgio Perrella sobre as estratégias por trás desse crescimento da NBA no Brasil e sobre essa conexão mágica da NBA com os fãs. Confira!
Brasil: um case global do CX da NBA

CM: Como a NBA tem incorporado a experiência do fã (CX) nas lojas físicas no Brasil para consolidar esse mercado como o principal na América Latina?
Sérgio Perrella: Nas lojas físicas, a NBA vai além do varejo tradicional. Transformamos cada espaço em uma verdadeira “arena do fã” com ativações e experiências imersivas que conectam o torcedor ao universo da liga. Um exemplo são as lojas arena em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, que contam com quadras para jogos e outras atrações como jogos e memorabílias, criando um ambiente único de interação.
Além disso, temos em Gramado o NBA Park, o primeiro parque temático da liga no mundo, que amplia ainda mais essa proposta de viver o basquete fora das quadras. Também promovemos aulas e clínicas do programa NBA Basketball School, aproximando ainda mais crianças, jovens e famílias do esporte e fortalecendo o elo com a cultura do basquete. O Brasil hoje é um case global de como o varejo pode reforçar a comunidade da NBA e consolidar o engajamento do fã.
CM: Fale um pouco sobre o trabalho de pesquisa para criar coleções exclusivas e collabs que dialogam com as tendências de consumo dos torcedores brasileiros.
Temos um time dedicado a acompanhar comportamento e tendências de consumo no Brasil, além de ouvir constantemente nossos fãs. Essa inteligência de mercado, somada a parcerias estratégicas com marcas locais e globais, garante que nossas collabs reflitam o lifestyle e as aspirações do público brasileiro. Nos últimos anos, firmamos colaborações de destaque com marcas nacionais como Reserva, Chilli Beans, Cacau Show e Approve, que têm ampliado o alcance da NBA e reforçado a autenticidade das coleções, tornando-as ainda mais desejadas pelos torcedores.
Jornada omnichannel
CM: De que forma a integração entre lojas físicas e e-commerce tem potencializado as vendas e a experiência do consumidor da NBA no Brasil?
A jornada do fã é omnichannel. Ele pode conhecer um produto na loja física, comprar pelo e-commerce ou vice-versa, sempre com conveniência e consistência na experiência. Essa integração tem ampliado o alcance da NBA, democratizado o acesso ao portfólio e fortalecido o engajamento em diferentes pontos de contato.












IA: uma aliada estratégica
CM: Quais aprendizados das lojas no Brasil estão sendo aplicados na expansão para outros mercados da América Latina, como México e Argentina – e vice-versa?
O Brasil foi pioneiro em transformar lojas em hubs de experiência, e esse modelo tem inspirado nossa expansão em outros países. Hoje, o Brasil é o mercado com maior número de NBA Stores no mundo fora dos Estados Unidos, somando 33 unidades, o que reforça sua relevância estratégica. Recentemente, também expandimos com a abertura de lojas regionais no Chile, México e na Argentina, que trazem aprendizados valiosos sobre preferências locais e formatos de ativação. É uma via de mão dupla que fortalece a NBA em toda a região.
CM: Por fim, como você vê o papel das novas tecnologias, especialmente a Inteligência Artificial (IA), na evolução da experiência do fã e no relacionamento das marcas com seus públicos?
A IA é uma aliada estratégica para personalizar a experiência do fã. Ela nos permite compreender melhor os hábitos de consumo, recomendar produtos de forma assertiva e criar jornadas mais fluidas. Além disso, abre caminhos para experiências interativas e imersivas que elevam ainda mais a conexão entre a NBA e seus torcedores.






