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Mulheres no poder: Tão perto e tão longe. Por quê?

Mulheres no poder: Tão perto e tão longe. Por quê?

CFO da Full Time detalha o papel da mulher no mercado de trabalho e destaca que, nos negócios, a liderança feminina tem ganhado espaço gradualmente
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O tema mulheres no poder sempre nos rende alguns pensamentos e reflexões importantes. Dentro deste contexto, vale a pena abordar algumas questões que estimulem o assunto, tais como: Qual nosso papel como líderes dentro das empresas? Ou ainda, qual o impacto da nova geração de mulheres no mercado de trabalho? Ou, enquanto consumidoras, qual nossa importância e como será o futuro da liderança feminina para os próximos anos?

As mulheres estão hoje alçando cada vez mais espaços, antes preenchidos exclusivamente por homens, como as áreas de ciência e tecnologia. Uma pesquisa recente da consultoria Grant Thornto, mostrou que em 2019, por exemplo, as mulheres no Brasil ocupavam 25% dos cargos de gestão. Hoje são 38%, acima da média da América Latina (35%). Porém, são percentuais ainda inferiores a países como África do Sul (42%) e Turquia (40%). E um dos passos que nos ajuda a aumentar nossa presença no mercado de trabalho é estimular o crescimento do empreendedorismo feminino, pois ele representa um maior poder financeiro sendo dado às mulheres e quando isso ocorre, a economia cresce de uma forma mais sustentável e organizada.

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Maioria minorizada: o impacto das mulheres nos negócios

Nosso poder está na nossa habilidade de ser multitarefas, ou seja, conseguimos pensar tudo junto e misturado e com isso há o surgimento de ideias novas o tempo todo, o que é muito importante para o empreendedorismo.

A mulher empreendedora gera emprego, faz a roda da economia girar e traz ao mercado consumidor uma maior sensibilidade, valorizando a comercialização de produtos que seguem regras de sustentabilidade ambiental, de segurança e do trabalho legalizado, por exemplo. E o mercado já entende que esta mulher empreendedora se torna também consumidora. Já é percebido que o poder da decisão da contratação de um serviço ou da compra de um produto está cada vez mais nas mãos de nós mulheres.

É claro que isso não é uma regra, porém o aumento gradual da oferta de produtos e serviços voltados ao público feminino mostra que esta é uma tendência muito associada ao empoderamento econômico das mulheres, que vem conquistando espaços maiores progressivamente.

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Diversidade faz bem para o negócio e para a sociedade

Já no que diz respeito a mulher de negócios, esta é uma posição que vem sendo valorizada e aumentada, não ainda na velocidade que gostaríamos, porém já se apresenta com um enorme potencial para as companhias que desejam se posicionar de forma positiva no mercado, auxiliando na consolidação das marcas.

É essencial ter cada vez mais voz e oportunidades e que as mulheres recebam o apoio de todo tipo de entidade, de modo que continuem a ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, com menos machismo e mais oportunidades.

Na Full Time, a presença feminina é muito forte, cerca de 70% do nosso quadro de colaboradores é composto por mulheres. Além disso, a presidente da empresa é uma mulher, que valoriza as mulheres e dá voz as outras para que alcancem os seus postos da forma que desejam.

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A partir do momento que mulheres começam a integrar o quadro de gestão, ganham a oportunidade de também dar voz a àquelas que estão em outros cargos. Assim, cria-se uma cadeia de bem-estar, no qual a inclusão se torna cada vez maior, o clima organizacional é mais positivo e o posicionamento da empresa é mais bem-visto pelo mercado.

E sobre o futuro da nossa liderança, temos atuado para aumentar cada vez mais a participação das mulheres no ambiente de trabalho, no mercado consumidor e no empreendedorismo, pois estes segmentos são essenciais para tornar a nossa atuação mais efetiva e concreta para os próximos anos.

Cristiane Nascimento é CFO da Full Time 



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