A MIT Technology Review Brasil, plataforma de conteúdo do renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), divulgou a lista das 20 companhias brasileiras reconhecidas como Innovative Workplaces 2025. Em sua quarta edição, o estudo consolidou-se como o principal indicador de cultura de inovação corporativa no País, reunindo mais de 1.500 inscrições neste ano.
As empresas premiadas, listadas em ordem alfabética, são:
- Ambev;
- Ancar Ivanhoe;
- Bradesco Seguros;
- Brasilseg;
- Claro;
- Generali;
- Grupo Boticário;
- Hospital Moinhos de Vento;
- iFood;
- Johnson & Johnson;
- Leroy Merlin;
- Lojas Renner S.A.;
- Minerva Foods;
- NTT Data;
- Petrobras;
- Positivo S+;
- Repsol Sinopec Brasil;
- TIM;
- Vivo
- WEG.
Presença recorrente e novos destaques
Entre as companhias reconhecidas, quatro marcam presença em todas as edições desde 2022: iFood, Generali, Petrobras e Vivo/Telefônica. Três nomes aparecem pela terceira vez, Ambev, Bradesco Seguros e Grupo Boticário, enquanto Claro e Renner já figuraram em duas listas.
A edição de 2025 trouxe também estreantes de peso, como Ancar Ivanhoe, Hospital Moinhos de Vento, Brasilseg, Johnson & Johnson, Leroy Merlin, Minerva Foods, Positivo S+, Repsol Sinopec Brasil e WEG, ampliando o leque de setores representados.
Os principais segmentos em destaque foram Tecnologia e Telecom, Serviços, Finanças & Seguros e Varejo & Consumo.
Panorama da inovação brasileira
O levantamento mostra um mercado em amadurecimento. Entre 2024 e 2025, as empresas inscritas registraram crescimento em quase todas as dimensões avaliadas:
- Exploração: de 4,40 para 4,44.
- Experimentação: de 4,55 para 4,62.
- Processos internos: de 3,99 para 4,42.
- Produtos: de 4,18 para 4,26.
- Inteligência Artificial: de 4,20 para 4,25.
- Resultados financeiros: de 3,60 para 3,69.
- Resultados não financeiros (reputação e impacto): de 4,10 para 4,15.
A única queda discreta foi em ESG, que variou de 4,30 para 4,22.
Segundo André Miceli, CEO da MIT Technology Review Brasil e coordenador da pesquisa, o cenário aponta para uma mudança de paradigma. “Se nas primeiras edições destacávamos esforços pontuais em produtos ou serviços, hoje vemos empresas que institucionalizaram a inovação como parte de sua cultura, em áreas que vão de processos internos à Inteligência Artificial e ESG”, explica.
Como funciona a avaliação
A metodologia considerou porte e setor de cada participante, para evitar comparações desiguais. Além de análises quantitativas e qualitativas, foram realizadas entrevistas com executivos e mensurados aspectos como Gestão, Marketing, Processos, Produtos, Exploração, Experimentação, ESG e Maturidade em Inteligência Artificial.
Desde 2022, o número de inscritos saltou de pouco mais de mil para mais de duas mil em 2024, até se estabilizar em 2025. Ao longo desse período, temas como diversidade, inovação aberta e uso de dados ganharam importância. A edição atual destacou Exploração, Experimentação e Maturidade em IA como fatores decisivos para reputação e impacto não-financeiro, enquanto a inovação em processos internos foi apontada como o principal vetor de resultados financeiros.





