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Metaverso não é (só) realidade virtual

Metaverso não é (só) realidade virtual

A realidade virtual é umas das ferramentas de imersão no metaverso, mas a web 3.0 vai muito além do uso daqueles óculos enormes

Muito tem se falado em metaverso e das possibilidades que essa nova forma de viver e consumir a internet vai trazer. A primeira associação é com a realidade virtual. Mas nem só dessa tecnologia imersiva vive o metaverso, muito pelo contrário. A mistura de realidades acontece sim em um espaço digital interativo, mas está mais perto do que você imagina.

De uma certa forma, usar filtros no Instagram ou no Zoom, fazer transações contactless, usar apps com sistemas de satélites, são uma “provinha” do que pode ser a experiência no metaverso ao misturar realidades. Para Giovanna Graziozi Casimiro, produtora sênior de eventos e conteúdo da Decentraland, o futuro é híbrido.

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Realidade virtual é uma ferramenta

A tecnologia de realidade virtual é uma das ferramentas dentro das possibilidades do metaverso. No entanto, Giovanna não acredita que a RV será a interface do nosso cotidiano. “É uma tecnologia específica, acho que ela vai ser usada para treinamentos, em caráter educacional, alguns entretenimentos como videogame, shows e filmes imersivos”, pontua.

A aposta da produtora é em devices que trabalham com tecnologias mistas, como realidade aumentada e lentes de contato. A expectativa é que daqui a cinco anos, talvez dez, estejam disponíveis no mercado e sejam aos poucos ser absorvido na vida cotidiana. Enquanto isso não acontece, a realidade virtual (RV) deve continuar a ser uma espécie de intermediário entre a evolução das outras tecnologias.

“As experiências que considero bem-sucedidas são híbridas. Também acho que o que vai ser muito importante é conectar o antigo papo de Internet das Coisas com o blockchain”, avalia Giovanna.

Leia Mais: Segurança e acessibilidade ainda são desafios metaverso

Potencial de crescimento do metaverso

Uma pesquisa desenvolvida pela Globant aponta que o metaverso deve atingir US$800 bilhões até 2024 e gerar 10 mil empregos em cinco anos.

O estudo relata que, embora 73% das pessoas acreditem que o metaverso é acessível a elas, apenas 26% o experimentaram. Os dados mostram o grande potencial dessa ferramenta.

Além disso, o levantamento concluiu que o metaverso quebrará as barreiras físicas e digitais ao ampliar a presença virtual das empresas e maximizar o engajamento com clientes e colaboradores. Isso vai transformar também a forma como as pessoas se identificam em relação à nova cultura digital, à economia e ao e-commerce.

A pesquisa concluiu que 75% não acreditam que o metaverso seja voltado apenas para uma geração jovem. Já 69% dos entrevistados acreditam que o metaverso desempenha um papel crucial no trabalho remoto.

“Embora esteja em seus estágios iniciais, o metaverso está desafiando as organizações a preparar seus negócios para este novo mundo”, avalia Diego Tártara, diretor de tecnologia da Globant.

Afinal, o que é metaverso

A pergunta que não quer calar é para quem está ligado é: o que é o metaverso? Por enquanto a referência mais comum quando se fala de metaverso são os jogos de realidade virtual, mas ele vai muito além disso.

O conceito de metaverso pode ser resumido como uma internet imersiva. Onde há muito mais interação em um universo descentralizado. Onde o processo é participativo e o usuário também está no controle. Diferente da nossa experiência de consumo hoje, que está dividida entre o físico e o digital, em que gente conhece e segue marcas nas redes sociais, mas esse processo não é participativo.

Leia Mais: Metaverso e a avatarização da influência

“No metaverso, será possível no caso de moda criar coleções ou produtos com esses consumidores. Estou criando uma história em que você consegue votar, em quais cores você gosta mais para a próxima coleção. E aí você tem o showcase de diferentes novos designers, uma competição de novos designers que estão sendo apresentados para votação pública. E isso pode expandir a história da marca, tanto no ambiente digital quanto levar essa experiência para o físico”, exemplifica Giovanna.

A produtora sênior da Decentraland destaca que metaverso e criptomoedas não são a mesma coisa. Apesar de serem do mesmo ambiente, criptomoedas são um instrumento para facilitar as transações naqueles mundos virtuais Giovanna pondera que o valor do metaverso não está na moeda de troca usada dentro dele, “o que é valioso nesses projetos é o projeto em si. O que é poderoso no metaverso central é ter uma economia criativa própria daquele ecossistema, que você está sendo pioneiro em criar experiências para marcas”.

As mudanças da web

Até chegar no metaverso muito se caminhou na internet. A web 1.0 que se popularizou nos anos 90 era basicamente leitura, o começo da internet na nossa vida. Pouca gente produzia conteúdo e era preciso saber programação para conseguir criar nesse ambiente.

Social. A web 2.0 é mais ou menos onde estamos, onde a profecia de Andy Wahrol se realizou. Hoje todo mundo pode ser famoso por 15 minutos, produzir conteúdo em áudio e vídeo, e onde há aplicativos para praticamente tudo. Mas as informações, as estruturas ainda são proprietárias de quem desenvolveu os sistemas.

Já a web 3.0 é espacial. Os usuários têm controle sobre suas criações, em experiências tridimensionaisUsuários tem propriedades sobre suas criações as exploram diretamente, onde as ferramentas são construídas pelos usuários para os usuários, verdadeiramente em uma experiência tridimensional.

Conheça o Mundo do CX

Giovanna mais uma vez esclarece como pode ser vivência no metaverso na prática. “A experiência que antes era só 2D, ir num site ficar fazendo o scroll pra baixo, ad eternum. Agora, na 3.0 vai ter uma loja tridimensional que ela meio, que é mais geográfica, mais cartográfica, mais parecido com o mundo que a gente habita no espaço físico”.


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