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Metaverso nas lojas físicas: as vantagens e desafios trazidos pela nova tendência mundial

Metaverso nas lojas físicas: as vantagens e desafios trazidos pela nova tendência mundial

Grandes marcas já deram a largada no desenvolvimento de tecnologias para o metaverso. Mas como os varejistas do Brasil podem aderir a essa tendência?
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Já pensou em chegar em uma loja física e conseguir experimentar um sapato ou uma roupa através do seu próprio avatar? A ideia, apesar de parecer distante e bem futurista, já foi colocada em prática pela Nike, que inseriu elementos do chamado metaverso em sua loja presencial nos Estados Unidos!

Se você ainda não entendeu nada, não se preocupe… Vamos te explicar melhor sobre o assunto! Antes de mais nada, você já ouviu falar em metaverso? O termo, referenciado pela primeira vez em 1992, no romance de ficção científica Nevasca, de Neal Stephenson, diz respeito à convergência entre o mundo real e o virtual através de diferentes tecnologias, como a realidade virtual e a realidade aumentada.

Considerado como uma das grandes apostas de gigantes como o Facebook, a Microsoft e a Nike, o metaverso – apesar de ainda estar engatinhando – promete unificar a pessoa física e a pessoa digital em um ambiente onde nossos “gêmeos virtuais” poderão desempenhar diferentes tarefas, assim como fazemos no nosso dia a dia.

No caso da Nike, a empresa tem investido em tecnologias para inserir de forma gradual as experiências do metaverso na realidade dos consumidores. Em janeiro, por exemplo, a marca apresentou a experiência Nikeland Roblox em uma unidade de Nova Iorque, permitindo que os clientes usassem um óculos com as lentes do Snapchat para mudar as roupas dos seus próprios avatares.

Na ocasião, além da troca virtual de peças por itens da própria Nike, o público pôde jogar alguns games da Nikeland, como o Pachinko Obby Ball e o Floor is lava, aumentando ainda mais a experiência do metaverso em ambientes físicos.

metaverso
Imagem: Nike

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Além da gigante, muitas outras marcas estão se adaptando à nova realidade virtual e já vêm oferecendo ao público-alvo algumas novidades relacionadas ao metaverso, como a vitrine da Savage X Fenty, linha de lingerie lançada pela cantora Rihanna, que permite que os consumidores interajam com seus próprios avatares, por exemplo.

Marcas que são referências da moda também entraram na onda e já têm investido em provadores com realidade aumentada, como a Prada e a Gucci. A Vans e a grife Dolce & Gabbana não ficaram para trás e adotaram, respectivamente, as vendas virtuais de roupa e de NFTs.

Metaverso no varejo: uma realidade distante ou possível?

Apesar do sucesso nas grandes marcas do mundo à fora, como o metaverso pode afetar o mercado brasileiro, em especial, o setor varejista? Para responder essa pergunta, conversamos com o especialista em Tecnologia, Inovação e Tendências e professor da FGV, Arthur Igreja, que apresentou um breve panorama sobre as tecnologias neste ramo.

Imagem: Pinterest

“Os varejistas e as marcas estão se posicionando, primeiramente, com ações que envolvem compra de terreno, estabelecimento de lojas e criação de experiências. Já existem cases interessantes do metaverso, como é o caso do Boticário, que abriu a loja dentro de um game, tendo mais de sete milhões de visitações em um único mês”, afirma o professor da FGV, que complementa: “nesse sentido, os varejistas usam de posicionamento e presença de marca no metaverso, bem como da omnicanalidade e de itens exclusivos para introduzir as experiências tecnológicas nas lojas físicas”, aponta.

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Metaverso melhora a experiência do cliente e personaliza os atendimentos

Voltado para a melhoria da experiência do cliente (CX) e para a personalização dos atendimentos virtuais, o metaverso é capaz de otimizar o relacionamento entre público e marca e de criar espaços de interação mais constantes ao longo das etapas da jornada de compra.

Para Arthur Igreja, a nova realidade virtual oferece ainda outras vantagens aos empreendedores, como a capilaridade, “onde se consegue ter um acesso global de fato, até mais amplo e irrestrito do que um site. Ademais, esta tecnologia nos dá a possibilidade de criar experiências mais imersivas do que simplesmente mostrar uma foto, vídeo ou animação do produto. Outro fator é a vantagem de ser algo de vanguarda: soa bem para a marca se ela está posicionada no metaverso”, aponta o especialista em Tecnologia, Inovação e Tendências.

Já para o gerente comercial da Rede Unishop, Vinicius Meneguin, “uma das principais vantagens do metaverso é que o lojista conseguirá atingir pessoas que, limitado ao espaço físico, não conseguiria atingir. Dessa forma, será fácil a interação com clientes de diversas partes, e possibilitará a divulgação e o acesso a produtos e experiências, que apenas com o espaço físico não conseguiriam”, explica.

Desafios são grandes! Para os especialistas, o metaverso é caro e complexo

Com relação aos desafios a serem superados pelos varejistas, Arthur Igreja aponta os altos custos exigidos pelo metaverso: “o hardware é caro e o tema é desconhecido. Existe uma curva de educar os consumidores e empresas. Há também o desafio de se fazer algo bem feito, e não simplesmente entrar de qualquer jeito no metaverso. Tem que ser algo condizente com o restante da estratégia da empresa, ter coerência com a comunicação e uma estratégia mais ampla da marca”, finaliza o professor universitário.

O gerente comercial da Rede Unishop também endossa a fala de Arthur ao citar a falta de conhecimento como o principal problema a ser enfrentado pelos varejistas no Brasil: “muitos lojistas/varejos não têm o conhecimento e ainda não sabem muito bem como trabalhar em cima disso. Assim, o principal desafio com relação a inserção do metaverso nas empresas será o do conhecimento de como fazer isso, de quais tecnologias usar e de como inovar em um mundo ainda desconhecido”, encerra Vinicius Meneguin.

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A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

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