O Mercado Livre manteve a liderança como o e-commerce de maior audiência no Brasil no quarto trimestre de 2025, segundo o relatório trimestral de audiência digital produzido por Similarweb e Snaq, que analisa a navegação em web e aplicativos de 29 empresas do setor no País.
Mais do que volume de acessos, o estudo revela um movimento de que as empresas que se destacam no varejo digital são aquelas que conseguem ir além da conversão imediata e constroem experiências capazes de manter o consumidor engajado ao longo do tempo.
O Mercado Livre segue na primeira posição tanto em número de visitas quanto em engajamento, com o maior volume de páginas visualizadas por sessão. Na sequência aparecem Amazon Brasil e Shopee, que completam o ranking das três plataformas mais acessadas no período.
A Amazon Brasil ficou na segunda posição e apresentou crescimento relevante no quarto trimestre, reduzindo a distância em relação ao líder. A análise do relatório aponta picos expressivos de visualizações durante a Black Friday, período em que a audiência da plataforma apresentou alta mais acentuada. A Shopee aparece logo atrás.

As três empresas no ranking adotam estratégias semelhantes para atrair consumidores, como cupons, cashback e frete grátis, mas apresentam comportamentos distintos na navegação. No entanto, o relatório mostra que o diferencial está na forma como esses incentivos são integrados à jornada do cliente.
Experiência, conveniência e personalização
Quando o indicador analisado é o tempo de permanência, Mercado Livre, Shopee e OLX concentram os maiores resultados, servindo como termômetro de curiosidade e experiência fluida.
Para Fabio Neto, parceiro da Snaq e especialista com mais de 20 anos de experiência no varejo, o engajamento está ligado à construção de hábitos de consumo.
“É preciso dominar os loops de hábito, em que experiência, conveniência e personalização se retroalimentam. O Mercado Livre lidera em engajamento não apenas pelo domínio da UX, mas por sua arquitetura de ecossistema. Já a Shopee se destaca em tempo de sessão por ter estruturado uma lógica de gamificação do consumo”, analisa no relatório.
No recorte anual, a Shein foi o e-commerce com maior crescimento de visitas no quarto trimestre, com alta de 101,3% na comparação com o mesmo período de 2024. A chinesa ocupa o sexto lugar no ranking. O crescimento acelerado chama atenção, a plataforma ainda representa uma parcela menor do total de sessões em relação aos ecommerces líderes do mercado.
A taxa de rejeição apontou diferenças entre os modelos de negócio. A OLX teve o menor índice de rejeição entre os sites analisados, com 30,9%, mantendo a liderança em relação ao trimestre anterior, isso explica muita coisa, pois quando analisada é uma plataforma orientada a intenção imediata, ou seja, de compra e venda. Na sequência aparecem Temu e Amazon Brasil
Preferência pelo mobile
O acesso aos e-commerces brasileiros segue concentrado em dispositivos móveis. No quarto trimestre de 2025, a maior parte (cerca de 70%) das interações com sites de e-commerce ocorreu via dispositivos móveis, embora esse peso varie entre os segmentos.
“No mobile, quem domina o app, domina o cliente. A liderança isolada de Mercado Livre e Shopee em usuários ativos e penetração mostra que o futuro não deve ser channelless. Mesmo que se fale em experiência de compra sem canal, na prática, o app, continua sendo central”, avalia Fabio.
As palavras mais buscadas no desktop e mobile foram: Iphone 16, Kindle, Iphone 15, geladeira e PS5. Nos apps, Shopee e Mercado Livre lideram em usuários ativos no Android, seguidos pela Shein; enquanto a Temu caiu para a sétima posição em downloads no trimestre.

“As organizações que operam a partir de dados, atenção, recorrência, ecossistema e vínculo com o consumidor devem assumir a liderança, não só de vendas de produtos mas, de fato, de quem organiza a jornada da vida digital do consumidor”, avalia. Fabio.





