O McDonald’s apostou na força dos memes para potencializar seu famoso Festival do Cheddar, que causou saudade nos fãs da marca. Os consumidores mais fiéis pediram o retorno da campanha pelas redes sociais e foram atendidos de maneira criativa pela empresa de fast food, que aproveitou a deixa para engajar, além dos brandlovers, clientes potenciais.
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A varejista embarcou na ideia da agência de propaganda DM9, responsável pelo desenvolvimento do vídeo que é uma espécie de colcha de retalhos com alguns dos maiores memes da história da internet brasileira, apontada (por nós mesmos) como “a melhor internet do mundo”.
A criação da DM9 para o McDonald’s conta com clássicos dos primórdios da internet, como o “As árvores somos nós”.
Outra pérola da internet nacional, o hit “Para Nossa Alegria” também está entre as lembranças trazidas pela propaganda da gigante de fast food. Com toda a família reunida.
A referência a Nazaré Tedesco, a vilã mais carismática entre todas, também está presente.
Claro que não são só os brasileiros que sabem fazer memes. O sucesso mundial shittyfluted, que toca (muito mal tocado) os maiores sucessos do mundo em flauta doce, também está entre os memes da propaganda do McDonald’s.
Assista o vídeo da campanha do “Festival do Cheddar” na íntegra e veja quantos memes você consegue identificar:
Novas (e mais baratas) visitas
O McDonald’s buscou se associar aos memes para atrair mais que seus tradicionais clientes fiéis e fãs, mas principalmente novos clientes com perfil semelhante ao de seus consumidores tradicionais.
A campanha trouxe um custo menor por visita à página da varejista no YouTube. Aumentou o engajamento sensivelmente. Só de compartilhamentos foram oito vezes mais que a média do canal.
Informações e arte: Think with GoogleDicas para o pequeno varejo
Entre todas as plataformas, o vídeo alcançou mais de 41 milhões de pessoas. A campanha foi lançada no YouTube em julho. Além do aumento no engajamento nas redes, a campanha se transformou em aumento de visita às lojas e em vendas, que é o que realmente importa.
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Segundo Adriano Alarcon, VP de Criação da DM9 ao site Think With Google, a riqueza da linguagem da internet é útil não só para grandes empresas, mas, em especial, para pequenas e médias, com seus orçamentos reduzidos que podem contar com a vasta capacidade de proliferação de memes livres.
Alarcon destaca o cuidado que se deve ter com os direitos autorais. Sim, memes também têm direitos autorais a depender da preocupação do seu criador em registrar sua criatura. Bem resolvida essa parte burocrática, a internet oferece infinitas possibilidades para disseminar mensagens que dizem muito em pouco tempo e com poucos artifícios linguísticos, algo extremamente eficiente para se comunicar, em especial, com as novas gerações.





