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Em maio, vendas dos supermercados caíram 5,14% em SP

Em maio, vendas dos supermercados caíram 5,14% em SP

Associação Paulista de Supermercados observou queda também no faturamento real das lojas; mesmo assim, entidade prevê um segundo semestre estável
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O resultado das vendas de maio dos supermercados paulistas registrou queda de 5,14% em comparação ao mesmo mês de 2015, aponta o índice da Associação Paulista de Supermercados. Com relação a abril de 2016, a retração foi de 1,58% e, no acumulado de janeiro a maio deste ano, houve diminuição de 2,15% do faturamento real das lojas (já descontada a inflação do período) no conceito de mesmas lojas.

Na análise que leva em consideração o conceito de todas as lojas (que considera novas unidades criadas no período pesquisado) também houve queda: 2,47% no período de janeiro a maio de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, 4,91% nos resultados de maio deste ano comparado a 2015 além de retração de 1,74% em relação a abril.

Para Rodrigo Mariano, gerente de Economia e Pesquisa da APAS, o cenário econômico continua a impactar negativamente as vendas dos supermercados. “A junção de desemprego elevado, queda na renda e inflação ainda são entraves para o desempenho do consumo das famílias”, explica.

Ao mesmo tempo, o executivo ressalta que o ritmo das vendas apresenta tendência de estabilidade das quedas, o que pode contribuir para uma desaceleração menor ao longo dos próximos meses.

Com relação ao faturamento real dos supermercados de São Paulo no acumulado de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, houve uma singela alta de 0,63% no conceito de mesmas lojas. No conceito de todas lojas, a alta foi de 0,31%.

Mariano aponta que estratégias como promoções têm sido adotadas para contornas os resultados. “Este cenário prejudica a margem do setor, que é inferior a outras atividades econômicas. A junção de redução de vendas com alta dos custos por conta, principalmente, de preços administrados, força o setor a intensificar ações para que a margem não seja afetada de maneira expressiva, contribuindo assim, para a estabilidade do negócio”, aponta.

Mesmo com as últimas análises apresentando queda nas vendas, a expectativa da entidade para este segundo semestre de 2016 é que o desempenho do setor seja melhor do que em 2015.

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