Por muito tempo, as periferias brasileiras foram tratadas como territórios à margem do sistema financeiro. No entanto, a transformação digital tem redesenhado essa narrativa. Segundo o estudo O Brasil Invisível: Como se conectar com a baixa renda, da Data-Makers em parceria com ESPM e Gerando Falcões, 91% dos consumidores das classes D e E acessam a internet todos os dias, número idêntico à média nacional. O smartphone é o principal meio de conexão, reforçando a necessidade de experiências mobile-first e simples.
É nesse contexto que bancos digitais como o Inter têm se destacado. A instituição foi uma das pioneiras no País a lançar uma conta 100% digital e gratuita, com o propósito de tornar o sistema financeiro acessível e intuitivo – inclusive para quem navega apenas pelo celular.
“Nosso Super App foi desenhado para ser leve, intuitivo e com baixo consumo de dados, garantindo uma boa experiência independentemente do tipo de smartphone”, comenta Priscila Salles, diretora-executiva de Clientes do Inter.
O modelo evoluiu para centralizar, em um único ecossistema, conta digital, crédito, investimentos, seguros e marketplace. O objetivo é simplificar a rotina financeira e “destravar possibilidades para uma vida financeira mais inteligente”, segundo o banco.
“Em fevereiro, figuramos no top 5 no Tracking das Favelas 2025, reforçando a importância da personalização no atendimento para fidelização dos clientes. Acreditamos que inclusão não é apenas oferecer acesso, mas permitir que qualquer pessoa use o sistema financeiro com confiança e autonomia”, frisa a executiva.
Personalização e confiança
O estudo O Brasil Invisível mostra que, embora a baixa renda esteja conectada, a confiança nos meios digitais ainda é um desafio. Para o Inter, construir essa confiança exige clareza e constância.
“Confiança é um dos ativos mais importantes de qualquer instituição. E isso se constrói com atitudes consistentes ao longo do tempo. A construção da confiança também passa pela oferta de uma experiência integrada, que permite, além de transacionar no dia a dia, fazer compras, contratar seguros, solicitar crédito, fazer investimentos, além de obter uma série de benefícios em nosso ecossistema digital”, destaca Priscila.
Essa postura se reflete também na oferta de produtos sem tarifas ou anuidades. Proposta que o banco define como mais justa e próxima da realidade de quem ainda lida com restrições financeiras.
Ao eliminar barreiras, o Inter aposta em uma relação mais direta com o cliente. Isso vai ao encontro do dado revelado pela pesquisa da Data-Makers: 60% das pessoas das classes DE não se sente representada pela publicidade tradicional. Isso evidencia o desejo por mensagens mais autênticas e menos institucionais. Já na classe C, esse percentual é de 54%, caindo para 50% nos grupos AB.
Simplicidade como inclusão
A pesquisa da Data-Makers reforça que a baixa renda busca conteúdos e experiências “feitos para mim”. Ou seja, interfaces e comunicações personalizadas, que falem sua linguagem e reflitam seu cotidiano. Esse entendimento orienta a estratégia do Inter.
“Sabemos que ainda existem barreiras, desde questões de conectividade até a própria confiança em serviços totalmente digitais. Buscamos reduzir esses obstáculos usando a tecnologia para construir a melhor experiência aos nossos clientes”, explica a executiva.
A tecnologia é aliada central dessa jornada. Com o uso de Inteligência Artificial (IA), o aplicativo guia o usuário, explica funções e sugere produtos adequados ao perfil financeiro de cada um. A personalização, explica o banco, é essencial para que o cliente se sinta seguro e confiante ao usar o banco digital, entendendo o que e por que está fazendo.
“Isso o ajuda a atingir seus objetivos financeiros. Inclusão, para nós, significa que todos possam viver a melhor experiência possível”, acrescenta.
Da ausência física à presença digital
Um dos desafios históricos do setor financeiro é a ausência de agências físicas em áreas periféricas. Por décadas, esse vácuo alimentou a sensação de distância e desconfiança. O Inter, como banco nativo digital, tenta reverter essa percepção com experiências simplificadas e atendimento humanizado.
“Apostamos em uma experiência simples e intuitiva, que permite ao cliente resolver suas principais demandas diretamente pelo nosso Super App, sem complicação. Mas quando o cliente precisa de ajuda para além do digital, humanizamos essa jornada com atendimento por telefone”, relata.
A instituição acredita que, dessa forma, é possível equilibrar conveniência digital com a sensação de proximidade e segurança que os clientes esperam.
Educação financeira como pilar

No Brasil, milhões de pessoas ainda estão entrando no sistema bancário pela primeira vez. O movimento é impulsionado pela digitalização e pela chegada das fintechs às periferias. No Banco Inter, essa inclusão vem acompanhada de uma missão clara: promover a educação financeira de forma prática e acessível.
“Nossos clientes têm acesso a diferentes iniciativas que contribuem para a construção da educação financeira”, explica Priscila. “Uma delas é o Fórum, rede social integrada ao Super App com dicas para cuidar melhor das finanças.”
O espaço funciona como uma plataforma colaborativa em que os usuários podem consumir conteúdos sobre uso consciente do crédito, investimentos e controle de gastos, com linguagem simples e cotidiana. Além dos perfis oficiais do banco, influenciadores digitais também participam da conversa, ajudando a traduzir o universo financeiro para o dia a dia das pessoas.
O Super App do Inter também traz transparência sobre o status de crédito e oferece rotas de regularização de dívidas. “Temos campanhas frequentes de renegociação, sempre pensando em benefícios que façam sentido para a vida dos clientes”, reforça.
Entre as ferramentas práticas, o destaque é o Meu Porquinho, um recurso que ajuda o cliente a criar o hábito de poupar. “O objetivo é incentivar as pessoas a criarem o hábito de guardar dinheiro com uma interface simples e didática, potencializando a vida financeira de cada um”, afirma.
Crédito como ferramenta de evolução
Para o Inter, o crédito pode ser um caminho de ascensão social, desde que tratado com responsabilidade e visão de longo prazo. “As fintechs e bancos digitais contribuem para que o crédito seja uma alavanca de evolução financeira quando o tratam como uma jornada contínua, com limites progressivos e controles que evitam excessos”, destaca.
Além disso, o uso de dados consentidos, por meio do Open Finance, permite calibrar melhor o perfil de cada cliente e oferecer produtos mais adequados à sua realidade. Essa abordagem, segundo o Inter, reduz o risco de endividamento e estimula o comportamento financeiro saudável.
“Quando juntamos explicações claras no nosso Super App, alertas preventivos, rotas digitais de renegociação de dívidas quando necessário, pagamentos em dia e incentivo à construção de uma reserva financeira, o crédito deixa de ter conexão com dívidas e passa a apoiar objetivos reais dos clientes”, afirma.
Comunicação com identidade
Se a inclusão financeira é um desafio, a representatividade também é. Em um cenário em que 60% da população de baixa renda não se sente representada na publicidade, o Inter reconhece essa lacuna e vê na comunicação uma oportunidade de transformação.
“Temos a responsabilidade de ir além da estética e da linguagem tradicional”, diz a diretora. “Buscamos entender profundamente as dores e os dilemas financeiros desse público, e isso se reflete tanto nos filmes de TV quanto em nossas frentes de conteúdo e influência.”
Diante disso, as campanhas do Inter buscam retratar situações reais. O objetivo é mostrar ser possível falar de dinheiro sem tabu.
“A identificação é chave. Quando o consumidor se vê na narrativa, ele entende que aquele produto ou serviço foi pensado para ele. Mais do que vender, queremos construir pontes. E a comunicação via campanhas publicitárias é uma ferramenta poderosa para isso”, resume.
A periferia como motor de inovação
Mais do que público consumidor, a periferia é vista pelo Inter como um polo de inovação e aprendizado. “É nesse lugar que costumam surgir as soluções mais criativas, resilientes e adaptadas à realidade das pessoas”, afirma.
Segundo a instituição, os desafios enfrentados por quem vive nas periferias revelam também uma grande capacidade de reinvenção, de empreender, organizar finanças e criar formas de lidar com o dinheiro. Diante disso, a diretora reforça que os bancos digitais têm muito a aprender com esse ecossistema.
“Ao se aproximarem da periferia, não só ampliam o acesso a serviços financeiros, mas também se alimentam de uma cultura rica em soluções práticas, linguagem própria e formas de consumo que desafiam os modelos convencionais”, pontua. “É nesse diálogo que surgem produtos mais inclusivos, tecnologias mais acessíveis e campanhas mais autênticas. Reconhecer a periferia como protagonista, e não apenas como público-alvo, é essencial para construir um mercado financeiro mais justo, inovador e conectado com o Brasil real.”





