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Paciência e integração: empresas explicam como criar ambientes inovadores

Paciência e integração: empresas explicam como criar ambientes inovadores

Empresas ainda estão ligadas a um modelo organizacional que não responde às atuais necessidades dos consumidores. Concluir transição é passo importante
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A inovação é ventilada constantemente no ambiente corporativo, porém, como implementar essa prática em empresas que não conseguiram modernizar sua estrutura organizacional? O painel “A Sua Empresa Sofre do Complexo de Rejeição – Inibidores Corporativos da Inovação”, do Whow!, convidou executivos e professores renomados para discutir as possíveis causas desse bloqueio.

Mediado por José Mello, Diretor de Inovação da Pirelli, o debate levantou dilemas recorrentes que impedem as empresas de abrirem suas portas para processos inovadores.

Ao refletir sobre a necessidade de criar ambientes que permitam que essas demandas criativas ocorram, Dante Minucci, gerente de automação e inovação da Liq, pontuou que é preciso implementar ações de forma integrada. “A gente leva conteúdo e informação aos nossos funcionários. São grupos específicos e pessoas específicas. É uma metologia, ambiente de trabalho, a cultura que está enraizada na companhia. Implantar essas ações passa pelo empoderamento das pessoas, isso vai do estagiário até o presidente”, diz.

Incerteza e necessidade de retorno

Num mercado ainda ferido pela crise econômica, o medo de arriscar faz com que as empresas não saiam de sua zona de conforto. CEO da Horizon Consulting, Fabio Pando acredita que as organizações ainda não atuam pautadas pelo ritmo de mudança que ocorre da porta da empresa pra fora. Para ele, as empresas ainda estão orientadas por modelos que não estão em convergência com o atual momento do mercado.

“Qual é a nova estrutura hierárquica? Cada empresa está tentando descobrir qual é o seu novo modelo. Estamos vivendo um momento de transição onde o modelo antigo não serve mais e o novo ainda não está pronto”, pondera.

Universidades e mercado: conflito de objetivos

Embora os principais potenciais criativos estejam dentro das universidades, o alinhamento de expectativas entre mercado e academia parece estar longe do ideal no Brasil. Para Rodrigo Amantea, professor do Insper, a organização tenta inverter esse quadro e cita exemplos de fora do país.

“Às vezes temos uma impressão que a academia está muito distante das empresas, mas no Insper, estamos mais próximos desse mercado. Num ecosistema de inovação, como o que ocorre em Israel, o sistema universitário é completamente ligado ao que acontece nas empresas. Existe uma conexão direta naqueles polos, inclusive proporcionando geração de patentes. Quando falamos de inovação, ela precisa estar muito próxima de onde a inovação, de fato, está nascendo”, pondera.

A experiência importa

Estudos indicam que a experiência de compra vai se tornar tão importante quanto o produto em si. Neste contexto, as organizações precisam acompanhar a velocidade de mudanças de perfil e exigência de seus clientes. Para Demetrio Teodorov, superintendente de inovação da Alelo, é necessário reter talentos e investir em criativos em potencial.

“Selecionamos 30 talentos e estamos desenvolvendo o potencial de inovação de diversas áreas. Eles acabam assumindo um papel de business partner dentro da organização. Conseguimos fechar esse ciclo e achar um “mina de ouro” nos nossos colaboradores. Ninguém sabe muito bem o que é inovação e transformação, nossa missão é capacitar essas pessoas pra entenderem a importância dessa ideia”, destaca.

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