O iFood já faz parte da rotina de pedir almoço, jantar ou aquele lanche no fim do dia. Mas os números mais recentes da plataforma em São Paulo mostram que essa presença ganhou uma dimensão bem maior tanto na economia quanto nos hábitos de consumo.
Em 2025, o ecossistema do iFood movimentou R$ 41,3 bilhões no estado de São Paulo, valor equivalente a 1,03% do PIB paulista. O resultado coloca o estado na primeira posição em representatividade do impacto da plataforma sobre o PIB estadual, segundo levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
A movimentação também se reflete no mercado de trabalho. O ecossistema foi responsável por alavancar e manter mais de 434 mil postos de trabalho diretos e indiretos na cadeia produtiva paulista. No Brasil, foram R$ 167 bilhões em valor transacionado, equivalentes a 0,70% do PIB nacional, e 1,18 milhão de postos de trabalho apoiados.
Os dados foram apresentados durante o iFood Move 2026, realizado nos dias 16 e 17 de setembro, ano em que a plataforma completa 15 anos. E, para além do tamanho da operação, os números revelam algumas mudanças interessantes na forma como o paulista está usando o aplicativo.
Tem iFood até no café da manhã
Os pedidos realizados pelo iFood no estado de São Paulo cresceram mais de 13% em 2025 na comparação com o ano anterior. Mas é quando se olha para os horários que aparece uma mudança de comportamento relevante: entre 6h e 10h, o consumo de café da manhã avançou mais de 32%, maior crescimento entre as faixas de horário.
Mas, quando o assunto é volume de pedidos, o hambúrguer continua na liderança. A categoria ocupa o topo do ranking paulista e ainda cresceu mais de 11% no período. Na sequência aparecem açaí, doces e bolos, saudável, italiana, sorvetes, marmita, comida brasileira, lanches e pizza.
O avanço do café da manhã mostra que uma plataforma historicamente associada às principais refeições está entrando em outros momentos do dia.
Do delivery ao crédito
Enquanto o consumidor amplia os momentos em que recorre ao app, o iFood aumenta os serviços oferecidos para quem está do outro lado do pedido.
O iFood Pago, braço financeiro voltado a pequenos e médios empreendedores, já concedeu R$ 4,6 bilhões em crédito desde o início da operação no Brasil. Em agosto, o volume de crédito pré-aprovado disponível para estabelecimentos ultrapassou os R$ 9 bilhões.
Entre abril de 2025 e março de 2026, o marketplace do iFood para além de food cresceu 50%, segundo o balanço do ano fiscal de 2026 da Prosus, controladora da plataforma.
Hoje, o tamanho dessa operação explica por que o impacto econômico do iFood já aparece em pontos percentuais do PIB. A plataforma registra mensalmente 180 milhões de pedidos de mais de 65 milhões de clientes, além de reunir 500 mil estabelecimentos parceiros e 600 mil entregadores conectados em mais de 2 mil cidades brasileiras.
Em São Paulo, porém, os dados de 2025 mostram algo além. Enquanto mais pedidos entram no aplicativo e novos horários ganham espaço, o iFood amplia sua atuação em crédito, varejo e outras frentes que vão além do delivery de refeições





