A Inteligência Artificial já saiu do laboratório e dos testes isolados para entrar de vez na rotina das empresas. No IACX 2026, líderes compartilharam experiências práticas sobre como a tecnologia vem sendo aplicada para melhorar processos, ampliar resultados e apoiar decisões estratégicas.
Participaram da conversa Antônio Gouveia, CEO da KHAL | Namastex Labs, e Bernardo Marotta, Chief Growth Officer da Hapvida, trazendo exemplos concretos de uma agenda que combina inovação, cultura organizacional e foco em negócio. Mais do que automatizar tarefas, a IA tem assumido um papel cada vez mais relevante na leitura de dados e na aceleração da tomada de decisão. “Tecnologia deve servir negócio, reduzir custo, ampliar qualidade e crescer conversão”, resume Antônio Gouveia.
IA não funciona sozinha
Na prática, implementar IA exige muito mais do que contratar ferramentas. É preciso alimentar os sistemas com dados corretos, criar processos de aprendizado contínuo e envolver as equipes na construção das soluções. Um dos exemplos citados no debate mostra como o feedback humano segue sendo peça-chave para a evolução dos agentes inteligentes. Quanto melhor a informação fornecida, melhor a performance entregue.
Em outras palavras: IA não funciona sozinha, ela depende de contexto, supervisão e refinamento constante.
Bernardo Marotta, da Hapvida, destaca que essa jornada passa por acompanhamento permanente de indicadores. “Estamos sempre utilizando funil e observando o andamento”, afirma. A fala reforça uma das maiores transformações trazidas pela tecnologia: a possibilidade de analisar gargalos em tempo real e agir com mais velocidade.
Escala, governança e novos usos

Em organizações de grande porte, o impacto pode ser ainda mais expressivo. No caso da Hapvida, Bernardo cita a complexidade de operar uma estrutura com cerca de 70 mil colaboradores, ampla rede hospitalar e aproximadamente milhões de clientes.
Nesse contexto, decisões rápidas e baseadas em dados deixam de ser diferencial e passam a ser necessidade operacional. “Antes, a gente falava muito de performance para entregar mídia e conversão. A IA vai além e te possibilita ter decisões mais profundas, conectando geração de leads, comportamento do cliente e oportunidades de ajuste ao longo de toda a jornada”, diz Bernardo.
Outro ponto central debatido foi a governança. Para que a IA cresça de forma sustentável, empresas têm estruturado comitês dedicados ao tema e integrado áreas de negócio no processo de criação, testes e escala de agentes. Antônio Gouveia também chama a atenção para um tema decisivo nessa evolução: a segurança.
“À medida que agentes ganham autonomia e passam a interagir com processos sensíveis, cresce a importância de políticas claras, proteção de dados e uso responsável da tecnologia”, destaca o executivo da KHAL | Namastex Labs.
“O potencial de expansão da IA é enorme e aparece em frentes como tarefas administrativas, programação, vendas e inteligência comercial”, conclui Gouveia.





