A ficção científica já explorou de múltiplas formas os possíveis desdobramentos da convivência entre humanos e Inteligência Artificial. Em alguns cenários, como na trilogia Matrix, a relação é tudo menos harmoniosa. Num mundo pós-colapso, as máquinas exploram os humanos para gerar energia e se manterem ligadas. Já em O Homem Bicentenário, vemos um robô que deseja aprender com os humanos e, enfim, se tornar um de nós.
Agora, em Diários de um Robô-Assassino, acompanhamos uma máquina senciente e com livre arbítrio que tem uma impressão um tanto diferente sobre a raça humana. Criado para proteger as pessoas, o robô acaba hackeando seu código e passar a ter livre arbítrio. Até troca de nome: passa a se chamar Muderbot, ou Robô Assassino.
Estrelada por Alexander Skarsgård, a nova série da Apple TV+ mostra um robô que, em vez de proteger os humanos, prefere assistir programas de televisão duvidosos. Acontece que, apesar do nome ameaçador, para Muderbot, os humanos são, no mínimo, desinteressantes. É disso o que a série trata: diferentemente de outras produções, mostra que no mundo da Inteligência Artificial, talvez as máquinas não liguem tanto para nós.
Uma IA gente como a gente
A série é baseada em uma série de livros homônima escrita por Martha Wells. E, desde sua estreia, tem conquistado fãs e audiências – inclusive, com uma avaliação de 96% no Rotten Tomatoes. Tanto que foi renovada para uma segunda temporada.
Hoje, algumas das principais preocupações de profissionais ao redor do mundo é em relação a uma possível substituição das tarefas humanas pelos agentes de IA. Mas, Muderbot não está nem um pouco interessado nisso. Pelo contrário, prefere fazer aquilo que as pessoas gostam: curtir uma série, relaxar e dar uma escapada do trabalho sempre que possível.
Mais do que isso, Muderbot possui suas próprias crenças e preferências. Ou seja, seus desejos não envolvem ou não se alinham às motivações dos humanos ao seu redor. É essa dinâmica que a série explora.
Ainda estamos distantes de uma Inteligência Artificial Geral, ou seja, capaz de exercer plena autonomia para tomar decisões, executar tarefas, tudo sem a necessidade de comandos e reajustes. Mas, já é possível imaginar como ela seria: uma máquina desinteressada em nós? Ou uma IA capaz de sentir empatia?
Empresas feitas para vencer
Ao longo da semana, indicamos na CM News esse e outros conteúdos para você ficar cada vez mais moderno. Ainda não recebe a nossa newsletter? Inscreva-se já e não perca mais nenhuma edição!
Na saideira do Boteco da CM, videocast da Consumidor Moderno, Fernando Boscolo, CEO da Privalia, compartilhou uma leitura que o acompanha ao longo da carreira: Empresas feitas para vencer, de Jim Collins.
Desde seu lançamento, em 2001, a obra já se tornou um clássico entre lideranças e executivos mundo afora. E não é à toa: o livro traz os principais aprendizados das maiores companhias e lideranças para se destacarem em um mercado cada vez mais competitivo.
“Empresas excelentes têm clareza sobre três coisas: o que podem ser as melhores do mundo em fazer, o que impulsiona seu motor econômico e o que as apaixona profundamente”, destaca o autor. Um livro que merece estar na cabeceira de qualquer executivo.
Foco roubado
Com a crescente discussão sobre a falta de foco na sociedade moderna, o jornalista Johann Hari traz reflexões importantes em seu livro Foco Roubado. A obra investiga como fatores sociais, culturais e tecnológicos vêm minando nossa capacidade de atenção.
Hari aponta que esse não é um problema individual, mas sistêmico, impulsionado por algoritmos, redes sociais e mudanças no ritmo de vida. Estamos imersos em um ambiente criado para nos distrair constantemente.
Vale a leitura para quem quer entender melhor como a tecnologia, o excesso de informações e até mesmo a forma como organizamos nosso tempo afetam a concentração – e o que podemos fazer para recuperar nossa atenção.
Esse tal de vibe coding
Ao longo da semana, compartilhamos uma entrevista com Monica Magalhães, fundadora da Moovers. Ela explora a ideia de vibe coding, na qual a programação não é feita apenas por códigos, mas também por meio de IA e linguagem natural.
Ou seja, com o avanço da IA generativa, a forma como desenvolvedores e empresas criam softwares está se transformando. É o que Andrej Karphaty, da OpenAI, aponta em sua palestra na AI Startup School.
Vale conferir o trecho da palestra em que Andrej explora em mais detalhes a ideia de vibe coding e o significado dessa transformação para o futuro da tecnologia!
Dinheiro: Uma história da humanidade
Não há como negar: a história do dinheiro está intimamente ligada à história da humanidade. Mais do que uma moeda de troca, é um elemento que moldou a forma como os seres humanos conviveram, sobreviveram e evoluíram.
No livro Dinheiro: Uma história da humanidade, o economista David McWilliams guia o leitor por um passeio pela fundação do dinheiro, os mercados que surgiram a partir da invenção, e a criação do capitalismo como o conhecemos.
Da Babilônia a Wall Street, trata-se de uma trajetória marcante e influente na forma como vivemos hoje. Vale conhecer!





