Enquanto a maioria das empresas ainda se prende ao debate sobre como humanizar experiências automatizadas, a NiCE acaba de apresentar ao mercado um modelo em que IA e pessoas não disputam espaço. Pelo contrário, operam juntas, dentro de uma mesma arquitetura, com as mesmas métricas e os mesmos padrões de governança.
Durante o NiCE World 2026, em Miami, a empresa anunciou novidades que materializam essa proposta. Entre elas está a integração nativa de IA agêntica ao núcleo da arquitetura de sua plataforma, o que cria um ambiente capaz conectar agentes de IA, colaboradores, dados, workflows e sistemas corporativos em uma única camada operacional inteligente.
Em paralelo, o lançamento da solução Workforce Empowerment Suite passa a permitir que empresas gerenciem e desenvolvam colaboradores humanos e agentes de IA de forma integrada, em escala. Na prática, isso significa que indicadores de qualidade, desempenho e conformidade, bem como regras operacionais, passam a ser compartilhados.
“A Inteligência Artificial redefiniu a forma como as empresas organizam suas operações de atendimento. O desafio agora está em incorporar agentes de IA e garantir que humanos e IA atuem de forma integrada. É essa convergência que a Workforce Empowerment Suite busca viabilizar”, explica Luiz Camargo, General Manager da NiCE para a América Latina.
Somados ao NiCE Labs, um novo laboratório de inovação dedicado ao desenvolvimento, testes e validação de aplicações de IA agêntica para CX, os movimentos da empresa deixam claro para onde o futuro do atendimento caminha.
IA assume o protagonismo
A principal mudança trazida pela nova arquitetura da NiCE está no papel que a IA passa a desempenhar dentro das operações. Até pouco tempo atrás, a tecnologia funcionava como camada de apoio: sugeria respostas, resumia interações, encaminhava o atendimento para equipes humanas. Agora, ela assume o protagonismo da jornada.

Com a integração da IA agêntica nativamente à plataforma, os agentes passam a compreender intenções, interagir proativamente com clientes, coordenar processos entre sistemas de front e back office e resolver demandas em canais de voz e digitais sem transferências desnecessárias. Dessa forma, a atuação humana é potencializada onde agrega mais valor.
O salto conceitual é significativo: não se trata mais de automação de tarefas isoladas, mas de agentes capazes de conduzir jornadas completas.
“Estamos entrando em uma fase em que a IA passa a participar ativamente da operação. Ela deixa de apenas apoiar interações para ajudar empresas a resolver demandas, coordenar processos e gerar resultados de negócio em escala”, afirma Camargo.
Os 4 pilares da estratégia
A arquitetura que permite à IA ganhar protagonismo está organizada em quatro pilares principais:
- NiCE AI Agents: camada de execução responsável pela resolução autônoma da demanda dos clientes.
- Agentic Engagement Plane: camada de orquestração, que autentica, media e organiza as conexões entre clientes, colaboradores, agentes de IA e sistemas corporativos.
- NiCE Guardian Agent: responsável pela governança em tempo real, monitorando ações, aplicando controles de conformidade e identificando riscos.
- Agentic Analytics: para além dos relatórios tradicionais, identifica oportunidades, mede impactos para o negócio e alimenta continuamente a operação com inteligência acionável.
Quando humano e IA compartilham as mesmas regras
Ter agentes de IA capazes de conduzir jornadas completas representa um avanço importante para o futuro do CX, mas ainda era preciso garantir que a experiência entregue por um agente autônomo fosse tão consistente quanto a de um colaborador treinado. É aí que entra o Workforce Empowerment Suite.
Ao colocar colaboradores humanos e agentes de IA sob o mesmo modelo de gestão, a solução garante que duas frentes coexistentes não sejam tratadas como sistemas desconectados – algo ainda muito comum dentro das empresas.
“Elas já operam uma força de trabalho híbrida composta por pessoas e agentes de IA. A Workforce Empowerment Suite permite gerenciar e escalar essa força como um único ecossistema, o que garante a uniformidade da experiência, independentemente se o cliente foi atendido por uma pessoa ou por um agente de IA”, explica Jeff Comstock, presidente de Produtos e Tecnologia para CX da NiCE.
Uma das consequências diretas disso é a escala do que passa a ser monitorável. Com workflows impulsionados por IA generativa, o acompanhamento de qualidade pode cobrir até 100% das interações. Avaliações geradas automaticamente e em tempo real apontam pontos fortes, lacunas e próximas ações para cada agente, reduzindo o tempo de ação.
O laboratório que experimenta o futuro
O NiCE Labs, laboratório de inovação da empresa que já está em atividade, completa a estrutura: de um lado, produtos já maduros o suficiente para operar em ambientes corporativos críticos; de outro, uma estrutura de experimentação para garantir que a evolução não pare.
Para o mercado brasileiro, onde a pressão por eficiência operacional e qualidade de atendimento segue crescendo, a combinação de IA agêntica, gestão unificada de força de trabalho e inovação contínua representa um caminho concreto.
“Executar IA com a escala, segurança e conformidade exigidas pelas operações corporativas de atendimento requer muito mais do que demonstrações de tecnologia. Exige experiência prática com dados críticos de CX, processos de negócio e governança. Foi exatamente isso que construímos”, conclui Comstock.





