A Hering revelou números ruins no primeiro trimestre do ano. A empresa teve uma queda de 11,1% em suas vendas em relação ao mesmo período de 2014, para R$ 415 milhões, por conta principalmente de receitas mais fracas nas franquias (-14,1%) e lojas multimarcas (-15,9%), que reduziram seus estoques na esteira do desaquecimento da economia.
O descasamento entre o desempenho de vendas no sell-in (vendas para o canal de distribuição) e o sell-out (para os consumidores) tem sido, segundo a empresa, o principal desafio da gestão de canais. Com 825 lojas em suas diversas bandeiras, presença em mais de 18 mil varejos multimarcas e quatro lojas on-line, a empresa depende grandemente das franquias e multimarcas (que, juntas, representam 86% das vendas) e da bandeira Hering Store (74,5% das receitas).
No trimestre, o lucro bruto da empresa caiu 26,7%, para R$ 128,1 milhões, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recuou 50,1%, para R$ 47,1 milhões, e o lucro líquido teve uma queda de 35,7%, para R$ 41,5 milhões. Um uma demonstração das dificuldades de abastecimento que a empresa tem vivido, as vendas da bandeira Hering Store recuaram 1,9% em mesmas lojas, mas nas lojas próprias da marca subiram 4,5%, mostrando uma grande dispersão no desempenho dos pontos de venda.
A empresa, em seu relatório de desempenho, justificou a queda dos lucros ao maior volume de promoções realizado pelas lojas da rede para desovar estoques (o que vem ocorrendo desde o ano passado) e ao fraco desempenho das vendas, insuficiente para a diluição dos custos fixos.
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