Dados da Febraban mostram que já no primeiro trimestre de 2025 foram registradas mais de 5 milhões de tentativas de fraude digital, além de R$ 2,7 bilhões em golpes via PIX, que cresceram 43% entre 2022 e 2024.
Estima-se que 35% das empresas brasileiras sofreram vazamentos de dados nos últimos dois anos, especialmente em setores públicos, de serviços e saúde, números que revelam a urgência de blindar o cliente final.
Kauê Melo, diretor sênior da divisão de B2B da Samsung Brasil, ressalta que as maiores vulnerabilidades ocorrem em dispositivos não gerenciados, redes inseguras e aplicativos fora dos padrões de segurança. “Essa preocupação é ainda maior no universo corporativo, onde os dispositivos são utilizados de forma descentralizada por dezenas ou centenas de pessoas”, avalia.
Segurança invisível, mas eficaz
No cenário atual, unir proteção robusta e boa experiência do usuário se tornou uma exigência, especialmente em operações críticas como as do setor bancário.
Na avaliação do executivo, o equilíbrio é possível quando a segurança atua de forma integrada, porém discreta. “É fundamental garantir que as políticas de proteção estejam ativas sem interferir no dia a dia do usuário, um dos principais desafios do setor”, explica.

Entre as medidas recomendadas pelo executivo estão a gestão remota de dispositivos, aplicação de políticas de uso em larga escala e monitoramento contínuo. “O segredo está na automação silenciosa, que garante segurança sem atrito”, considera.
Mobilidade e inteligência contra ameaças emergentes
Com a mobilidade corporativa consolidada e a popularização de modelos alternativos de trabalho, os pontos de acesso a dados sensíveis se multiplicaram. “Cada novo ponto de entrada precisa ser tratado como um potencial vetor de ataque. A gestão eficiente desses acessos é decisiva para a proteção das informações”, reforça Kauê, que alerta para os riscos trazidos pela Inteligência Artificial.
“A IA generativa abriu caminho para golpes mais sofisticados, com uso de engenharia social e fraudes automatizadas. Daí a importância da integração da IA híbrida aos dispositivos de forma que possam combinar a eficiência da IA local com a flexibilidade da IA na nuvem. A resposta está em ferramentas que combinem respostas rápidas com políticas de privacidade rígidas.”
Educação digital e parcerias
Melo ressalta que, mesmo com segurança tecnológica, a educação permanece essencial. “Clientes são orientados a evitar apps de fontes não oficiais, manter dispositivos atualizados e usar pastas seguras. A conscientização do usuário é necessária nessa frente”, reforça.
Kauê também destaca a importância da colaboração com o setor financeiro. “Temos atuado muito próximos aos nossos parceiros, porque sabemos que as necessidades são específicas e estão em constante evolução. O diálogo contínuo é essencial para construir ambientes digitais mais seguros e confiáveis.”





