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Mercado brasileiro explora muito pouco GenAI nos negócios

Mercado brasileiro explora muito pouco GenAI nos negócios

Estudo revela que, com exceção de chatbots, o uso de GenAI nos negócios ainda é escasso, com cerca de 150 casos de uso de GenAI no Brasil em negócios, excluindo chatbots.
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Foto: Shutterstock.

Segundo a nova edição do estudo ISG Provider Lens Multi Public Cloud Services 2024 para o Brasil, distribuído pela TGT ISG, a área de TI das empresas enfrenta pressão para cortar custos gerais, dificultando a aprovação de aumentos para projetos com GenAI. Segundo o documento, a maioria dos MSPs (do inglês Managed Service Providers, ou fornecedores de serviços gerenciados) demandam projetos-piloto para avaliar a eficácia da tecnologia, mas o número desses projetos realizados ainda é pequeno: o estudo identificou cerca de 150 casos de uso de GenAI no Brasil em negócios, excluindo chatbots.

“Embora esse número seja significativo para demonstrar que a GenAI gera valor real, ainda é pequeno em comparação com o milhão de empresas que operam no país”, explica Pedro Bicudo L. Maschio, distinguished analyst da ISG e autor do estudo. “Além disso, fornecedores e consultorias não oferecem uma visão clara dos custos operacionais após a incorporação da tecnologia em aplicações de negócios, pois é difícil estimar quantos prompts e tokens os usuários utilizarão ao empregar a tecnologia para atividades triviais”.

Outros desafios e a demanda por multicloud

Hoje, os MSPs gerenciam infraestrutura, mas apenas monitoram análises de IA. Diferente da análise tradicional, a IA generativa é cobrada por perguntas feitas (prompts e tokens), exigindo que os MSPs monitorem consumo, segurança, privacidade e otimizem custos, comparando opções em diferentes nuvens.

O relatório destaca que fornecedores de Consultoria e Serviços de Transformação registram maior demanda por arquiteturas multicloud, que combinam nuvens para otimizar cargas de trabalho. No entanto, o mercado ainda está assimilando esse conceito.

“Alguns clientes esperam que o multicloud permita mover aplicações e dados de forma dinâmica entre nuvens com base em variações de preço e descontos, o que é impraticável”, revela. “A migração entre nuvens exige refatoração de aplicativos, configuração de rede e transferência de dados, demandando tempo e recursos. Na prática, uma revisão de arquitetura avalia todas as opções de nuvem para definir a melhor distribuição, considerando escala, desempenho, conectividade, latência, ferramentas de segurança e restrições de licenciamento de software”.

Busca por parceiros facilita a abordagem

O relatório destaca que, em setembro de 2024, a Oracle anunciou sua parceria com a AWS, ampliando para os três principais hiperescaladores (AWS, Microsoft Azure e Google Cloud) a oferta de seus produtos, facilitando o design multicloud. A SAP também seguiu essa abordagem, integrando suas soluções às três plataformas.

Além disso, o setor público mostra crescente interesse na nuvem, pois os provedores atendem aos requisitos de soberania de dados. Os quatro principais hiperescaladores — AWS, Azure, Google Cloud e Oracle Cloud — já oferecem infraestrutura on-premises com controle de acesso rigoroso, residência de dados e criptografia avançada.

“Essas grandes empresas expandiram sua rede de parceiros no Brasil, atraindo diversos fornecedores independentes de software (ISVs) para desenvolver soluções e ampliar os serviços de nuvem no país. Com a rápida expansão da nuvem, ISVs de nicho podem crescer mais rapidamente e aumentar suas margens. Como resultado, um número crescente de ISVs busca desenvolver competências em nuvem”, explica o autor.

Para acelerar a demanda por nuvem, as companhias estão investindo em treinamento e educação, em parceria com clientes e MSPs, para capacitar usuários em IA, análise de dados e GenAI. Segundo eles, a adoção da GenAI e da nuvem ainda é limitada pela falta de especialistas qualificados.

“Os clientes frequentemente enfrentam dificuldades para entender e consolidar a cobrança da nuvem. A otimização FinOps é ainda mais complexa, pois envolve preço, custo e despesas, com o monitoramento do uso como elemento central. Para garantir controle, governança e conformidade, as empresas devem considerar a contratação de especialistas em FinOps”, finaliza.

Destaques do estudo

O relatório ISG Provider Lens Multi Public Cloud Services de 2024 para o Brasil avalia as capacidades de 35 fornecedores em cinco quadrantes:

  • Consulting and Transformation Services;
  • Managed Services;
  • FinOps Services and Cloud Optimization;
  • Hyperscale Infrastructure and Platform Services;
  • SAP HANA Infrastructure Services.

O relatório nomeia Accenture, Capgemini, Dedalus, Kyndryl, Skyone e TIVIT como Líderes em três quadrantes. Ele nomeia AWS, Microsoft, V8.Tech e Wipro como Líderes em dois quadrantes. Oracle, T-Systems e Unisys são nomeadas como Líderes em um quadrante cada.

Além disso, a Stefanini é nomeada como uma Rising Star — uma empresa com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro” pela definição do ISG — em um quadrante.

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