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O novo cargo da era GenAI

O novo cargo da era GenAI

39% das empresas brasileiras veem a GenAI como prioridade. A adoção trará inovação, mas será que estamos prontos para os desafios?
39% das empresas brasileiras veem a IA-Gen como prioridade. A adoção trará inovação, mas será que estamos prontos para os desafios?
39% das empresas brasileiras veem a IA-Gen como prioridade. A adoção trará inovação, mas será que estamos prontos para os desafios?
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Uma pesquisa recente aponta para uma transformação significativa no cenário corporativo brasileiro em relação à adoção de Inteligência Artificial generativa (GenAI). O estudo foi realizado pela Access Partnership em colaboração com a Amazon Web Services (AWS). Nele, os pesquisadores entrevistaram 411 tomadores de decisão de TI em diversas organizações. E a seguir temos as tendências e desafios que moldarão o futuro do uso da GenAI daqui para frente no Brasil.

Os resultados mostram que as organizações estão priorizando investimentos em ferramentas de IA generativa em seus orçamentos de TI para 2025. Ao todo, 39% dos entrevistados classificam essas soluções como a principal prioridade. O número supera a aquisição das ferramentas de segurança, que obtiveram apenas 28%. Essa mudança de foco indica uma busca por inovação e crescimento. Isso graças à facilidade de integração das ferramentas de GenAI nos fluxos de trabalho, especialmente em ambientes com altos níveis de supervisão.

Ascensão dos Chief AI Officers

Ademais, a pesquisa destaca a emergência de uma nova classe de líderes, os Chief AI Officers (CAIOs). Os CAIOs estão, velozmente, assumindo papéis cruciais na implementação de estratégias de GenAI. Tanto é que, atualmente, 56% das organizações já designaram um CAIO. Por consequência, 31% pretendem fazê-lo até 2026.

Em contrapartida, um desafio significativo persiste. 72% das organizações não possuem estratégia de mudanças para auxiliar colaboradores na transição para um futuro moldado pela GenAI.

Quem são os CAIOs?

Os Chief AI Officers são profissionais responsáveis pela estratégia e implementação de soluções de IA dentro de uma organização. Esses executivos possuem um entendimento profundo da tecnologia, claro. Entretanto, o mercado quer pessoas que compreendam como a GenAI pode ser aplicada para otimizar processos, em primeiro lugar. E, nesse sentido, aprimorar produtos e serviços e criar valor para os negócios.

As atribuições de um CAIO incluem a liderança de equipes multidisciplinares compostas por cientistas de dados, engenheiros de software e especialistas em negócios. Eles também trabalham em colaboração com outras áreas. Entre elas, marketing, finanças e operações. Sem dúvida, o objetivo é garantir que as iniciativas de IA estejam alinhadas com os objetivos corporativos.

Além disso, os CAIOs são fundamentais na identificação de novas oportunidades de mercado que podem ser exploradas por meio de análises preditivas e automação. Isso requer uma abordagem proativa para monitorar tendências em tecnologia e nas necessidades dos consumidores, assegurando que a empresa permaneça competitiva em um cenário em constante mudança.

As empresas e a GenAI

Em termos de adoção da GenAI, os dados são significativos: 93% das organizações no Brasil já utilizam ferramentas de IA generativa e 89% estão realizando experimentos nessa área. Quase metade das empresas entrevistadas já está além da fase de prova de conceito, avançando para a produção e integração total das ferramentas em seus processos. Entretanto, a escassez de profissionais qualificados em IA generativa emerge como um obstáculo crítico, com apenas 18 dos 40 experimentos realizados em 2024 previstos para avançar para a fase de produção em 2025.

Como reverter o cenário?

Para enfrentar esse desafio, as organizações estão investindo em treinamento e recrutamento de talentos. Cerca de 60% das empresas já desenvolveram planos de capacitação em IA generativa, e 26% pretendem implementar tais programas até o final de 2025. No entanto, a falta de conhecimento sobre a implementação de programas de treinamento e restrições orçamentárias podem dificultar esses esforços, levando as organizações a buscar ativamente profissionais com habilidades em GenAI.

À medida que as empresas se preparam para a adoção em grande escala, a pesquisa aponta que a maioria delas (58%) optará por desenvolver aplicações personalizadas, utilizando modelos prontos para uso e ajustados. Assim, espera-se que 64% das organizações dependam de fornecedores terceirizados para complementar suas capacidades internas, evidenciando a necessidade de colaboração entre diferentes partes para uma implementação bem-sucedida.

Quase todas (96%) as organizações esperam contratar para funções que exigem habilidades em IA generativa em 2025.

Em suma, o estudo da AWS revela que a GenAI está se consolidando como uma prioridade estratégica para as organizações brasileiras, impulsionando mudanças significativas em sua estrutura e operação. À medida que as empresas buscam integrar essas tecnologias em seus processos, a formação de talentos e a colaboração com fornecedores externos serão fundamentais para garantir um avanço eficaz nesta nova era digital.

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