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Fabergé é vendida por US$ 50 milhões

Fabergé é vendida por US$ 50 milhões

Fabergé, conhecida pelos ovos imperiais russos, é uma das joalherias mais renomadas no mundo, mas vive pressão após mais de 180 anos de história.
Fabergé, conhecida pelos ovos imperiais russos, é uma das joalherias mais renomadas no mundo, mas vive pressão após mais de 180 anos de história.
Fabergé, conhecida pelos ovos imperiais russos, é uma das joalherias mais renomadas no mundo, mas vive pressão após mais de 180 anos de história.
Foto: Alex Vog / Shutterstock.com

A Fabergé, joalheria de luxo fundada em 1842 e famosa por seus ovos de joias preciosas russos, foi vendida por US$ 50 milhões para a SMG Capital. A empresa de investimentos é controlada por Sergei Mosunov, cofundador da B9 e investidor de tecnologia. O valor da venda foi menor do que o preço de aquisição pela Gemfields, em 2013. Na época, a mineradora comprou a Fabergé por US$ 142 milhões.

A joalheria foi colocada à venda em dezembro, depois que as operações em Moçambique tiveram que ser pausadas devido a tensões políticas no país.

Ovos Fabergé

A Fabergé foi fundada por Peter Carl Fabergé, e é considerada uma das joalherias mais renomadas em todo o mundo. Ficou especialmente conhecida pelos seus “ovos Fabergé”. Feitos de pedras preciosas e ornamentos de metais, as peças foram encomendadas pela família imperial russa entre 1885 e 1916 para as festividades da Páscoa. Dentro, haviam presentes para os familiares. São, ao todo, cerca de 50 peças únicas, adquiridas pela família ao longo de duas gerações de czares.

Criados pelo próprio fundador, os ovos possuem valor inestimável. Isso porque, após a Revolução Russa em 1917, os bens da família imperial foram apreendidos e nacionalizados. Assim, sete ovos ainda não foram localizados, o que os tornam peças extremamente raras e limitadas.

Reviravolta da Fabergé

Em 1937, a marca foi registrada por Samuel Rubi nos Estados Unidos para a comercialização de perfumes. E, em 1951, por meio de um acordo com a família Fabergé, a marca também foi utilizada para a venda de produtos sanitários e de uma loção pós-barba.

Já em 1984, a marca foi vendida por US$ 180 milhões e, em seguida, vendada para a marca de Elizabeth Arden por US$ 700 milhões. Em 1989, a Unilever comprou a marca por US$ 1,55 bilhão.

A partir de 2007, uma nova negociação levou ao resgate da marca pela Pallinghurst Resources, e o negócio foi assumido pelas bisnetas de Peter Carl Fabergé para a fabricação de artigos de luxo, retornando às origens em 2009.

Fortalecimento da posição

Segundo o jornal The Guardian, a Fabergé é uma das joalherias mais renomadas no mundo. No entanto, vinha sendo pressionada durante uma queda no mercado de bens de luxo. Enquanto a receita de 2023 foi de US$ 15,7 milhões, em 2024 apresentou resultados de R$ 13,4 milhões. Em comparação, a divisão de joalheria e relógios da LVMH, que inclui a Tiffany & Co., registrou receita de €10,58 bilhões, ou aproximadamente US $ 11,8 bilhões, em 2024.

Além dos famosos ovos, a Fabergé conta com diversos outros artigos de luxo e de colecionador, como linhas de joias e relógios.

Agora, segundo Sergei Mosunov, a herança da Fabergé e seus laços com a Rússia, a Inglaterra, a França e os Estados Unidos, abrem oportunidades significativas para fortalecer a posição da marca no mercado global de luxo e expandir sua presença internacional.

*Foto: Alex Vog / Shutterstock.com.

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