/
/
O ecossistema das maquininhas: o que você precisa saber

O ecossistema das maquininhas: o que você precisa saber

Escolher um produto, ir até o caixa e efetuar o pagamento com o cartão é um procedimento que parece simples, mas envolve bastidores que nem sempre ficam claros na cabeça do lojista e do consumidor. Entenda
Legenda da foto

Escolher um produto, ir até o caixa e efetuar o pagamento com o cartão é um procedimento que parece simples, mas ele envolve bastidores que nem sempre ficam claros na cabeça do lojista e do consumidor. “Hoje, para ter uma ‘maquininha’ ou aceitar pagamentos via meios de pagamento eletrônico, cartões de débito e crédito, não é mais necessário ter conta em banco e isso é algo novo para a população”, explica Augusto Lins, da Stone.

BANDEIRA

Nas cartilhas do mercado, a bandeira é a marca que representa o cartão. É ela que faz a análise da solicitação de compra para que o consumidor consiga utilizar um cartão no estabelecimento de sua preferência. Em parceria com bancos ou players financeiros de créditos, as bandeiras estabelecem os limites de cada cliente, fazem análises de quando pode haver aumento ou, se for o caso, redução dos valores. A bandeira permite que o consumidor possa fazer compras fora do País, e não a adquirente.

ADQUIRENTE

As adquirentes – que também são chamadas de credenciadoras – são responsáveis pelo processamento de transações de cartões de crédito e débito. Destacam-se players como Rede, Getnet, Safra Pay, Cielo, SumUp, entre outros.

Em linhas gerais, ela faz a intermediação entre os negócios e a bandeira do cartão, que valida ou nega a transferência em menos de três segundos. Embora a aprovação da compra seja rápida, o lojista pode demorar até 30 dias para receber os repasses das vendas com cartão. Vale lembrar que, em abril deste ano, o Senado barrou o Projeto de Lei do Senado (PLS) 344/2018, que previa o repasse dos valores em até dois dias.

SUBAQUIRENTE

As subadquirentes – também conhecidas como intermediadoras – são companhias que buscam facilitar (e até dispensar) a ligação com algum banco para receber pagamentos, o que pode resultar na redução de muitos processos. Credenciadas por adquirentes (Cielo, Rede e Getnet), elas são responsáveis por aprovar pagamentos e, também, pela segurança das transações realizadas. Esse formato é ideal para pequenos lojistas, visto que a integração com os estabelecimentos é mais simples e apresenta custos menores. A contrapartida é que a taxa por transações é maior. Ela pode representar até 7% do valor da venda.

GATEWAYS

Com a popularização das compras por e-commerce, os gateways de pagamento são a ponte segura entre a loja do vendedor e a instituição financeira (adquirente de cartão de crédito ou banco). Eles emitem dados e oferecem opções interessantes para efetuar o pagamento. Antes de escolher, é preciso avaliar se o gateway oferece ferramentas condizentes com o negócio, como ativação de carrinho de compras, certificações de segurança e diversidade na oferta de pagamentos.

ENTENDA O CICLO DA COMPRA

    1. Cliente usa o cartão para fazer suas compras
    2. Comerciante realiza a venda por meio da máquina de pagamento. Ela envia então informações ao adquirente
    3. Rede adquirente verifica dados do cartão
    4. Bandeira do cartão processa a venda para autorização (ou não) da transação
    5. Banco (ou operadora de crédito) analisa limites do cliente, validando ou negando a compra

LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO

A cruzada das maquininhas: uma “guerra saudável”
Como a Rede zerou as taxas e despertou a atenção de outros players do mercado?

Celso Tonet, da Claro, recebe homenagem nos 30 anos da Consumidor Moderno.
Foto: Consumidor Moderno.

 

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

Por que para a Volkswagen eficiência nem sempre é sinônimo de boa experiência
Montadora conecta informações de diferentes etapas da jornada a projetos de melhoria e prioriza a resolução de problemas na automação do atendimento
Formado pelo programa de capacitação da Diageo, Michell Agues representa o Brasil na final global do World Class, na Escócia, em uma trajetória marcada por formação, talento e valorização da coquetelaria.
Do Learning for Life ao World Class: a trajetória que levou um brasileiro à elite da coquetelaria mundial
Formado pelo programa de capacitação da Diageo, Michell Agues representa o Brasil na final global do World Class, na Escócia, em uma trajetória marcada por formação, talento e valorização da coquetelaria
Como a Livelo usa gêmeos digitais para mudar o consumo de pontos
Modo IA acompanha preços e oportunidades de resgate e permite que clientes deleguem tarefas a um gêmeo digital; testes registraram mais de 414 automações
Mais velhos, com mais renda e sem cartão: quem vai movimentar o e-commerce até 2036
Estudo do World Data Lab e do EBANX projeta que consumidores com 45 anos ou mais vão responder por metade do aumento do gasto online nos mercados emergentes até 2036. Brasil aparece em terceiro no ranking de crescimento, com US$ 249 bilhões a mais

Webstories

SUMÁRIO – Edição 298

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | ChatGPT


Publisher
Roberto Meir

Vice-Presidente Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Coordenadora
Paula Coutinho

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Keds volta ao Brasil após 22 anos e aposta na nostalgia para crescer Prime Video aposta em vídeos curtos e amplia funções do streaming Do clique ao dano: quem responde nas novas relações de consumo? Menos estímulos, mais experiência?