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Como a Rede zerou as taxas e despertou a atenção de outros players do mercado?

Como a Rede zerou as taxas e despertou a atenção de outros players do mercado?

Rodrigo Carneiro, diretor da companhia, falou sobre os acontecimentos que abriram caminho para a nova prática comercial e as perspectivas do setor
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Operadora de cartões do banco Itaú, a Rede pegou todo o mercado de surpresa quando anunciou, em abril deste ano, que passaria a praticar política de taxa zero para antecipação de recebíveis de clientes com domicílio bancário no Itaú.

Em entrevista à Consumidor Moderno, Rodrigo Carneiro, diretor da companhia, falou sobre os acontecimentos que abriram caminho para a nova prática comercial e sobre as perspectivas do setor:

CONSUMIDOR MODERNO: A Rede zerou as taxas de seus clientes e despertou a atenção de outros players do mercado. Como foi o processo de tomada de decisão??
RODRIGO CARNEIRO: Foi uma confluência de fatores que criou o momento propício para o anúncio de nossa nova política comercial. O primeiro deles é uma demanda antiga do Banco Central, que já consta há alguns anos na agenda da instituição, sobre o prazo de pagamento aos lojistas – no sentido de haver uma convergência do mercado brasileiro às práticas internacionais. Soma-se a isso o fato de o perfil dos clientes da adquirência ter mudado: há dez ou mesmo há cinco anos, profissionais liberais, autônomos e pequenos varejistas representavam uma parcela muito pequena do público do setor. Hoje não é mais assim.

CONSUMIDOR MODERNO: O que mais contribuiu para essa decisão??
RC: Além disso, o prazo de liquidação é uma das dores que mais impactam esses clientes e influencia fortemente a formação de capital de giro, que é uma equação difícil para eles. Por fim, a manutenção da Selic em um patamar baixo favorece a sustentação pela Rede dos custos decorrentes da mudança em seu modelo de negócio. Diante de tudo isso, alguém puxaria esse movimento – era só uma questão de tempo. Então, optamos por assumir o protagonismo. Desde o dia 2 de maio, quando nossa nova política comercial entrou em vigor, já pagamos mais de R$ 2 bilhões (referentes a vendas do varejo no crédito à vista) a quase 300 mil clientes da Rede, entre eles autônomos, microempreendedores, profissionais liberais e pequenos e médios varejistas.

Rede

CONSUMIDOR MODERNO: Quais são os principais desafios do setor de pagamentos? E como a empresa vê o aumento das carteiras digitais??
RC: Além de ter uma estratégia robusta para enfrentar a grande competitividade, as empresas do setor precisam se adaptar às novas tecnologias, aos novos paradigmas tecnológicos e à tendência de digitalização dos meios de pagamento. Sobre as carteiras digitais, acompanhamos com muito interesse a evolução do assunto, oferecemos um amplo parque de equipamentos compatíveis com Apple Pay, Samsung Pay e Google Pay e já trabalhamos, inclusive, muito próximos ao PayPal, marca com a qual anunciamos parceria, no ano passado, para aumentar a participação da Rede no e-commerce.

CONSUMIDOR MODERNO: Como a empresa projeta o cenário de meios de pagamento para os próximos anos? Existe uma preocupação com transparência de dados?
?RC: Temos humildade e ciência de que vamos trabalhar com o que os clientes demandarem. Estamos nos atualizando e fazendo novas experiências e, com base nesse aprendizado, já podemos afirmar que o futuro terá muita complementaridade em relação a públicos e canais – ou seja, o cliente terá soluções cada vez mais adaptadas a demandas específicas, que podem variar de acordo com o porte, o volume de transações e as características de seu ramo de atuação.

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