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Apenas 0,7% dos e-commerces brasileiros são inclusivos

Apenas 0,7% dos e-commerces brasileiros são inclusivos

Discutir a inclusão digital hoje é uma questão de sobrevivência para os negócios

Quando se fala sobre a importância de trabalhar a inclusão, muitas vezes o varejo caminha em uma direção tímida. Ainda que as empresas contratem funcionários diversos, tendem a não ser inclusivos na prática e, portanto, não atingem uma parcela de consumidores quanto as suas necessidades básicas.

Hoje, são mais de 45,6 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, tendo em vista que pelo menos 35,5 milhões são deficientes visuais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E a inclusão do varejo — especialmente do e-commerce — a essas pessoas ainda precisa de um extenso trabalho, visto que a maior parte dos sites não trabalha a acessibilidade, seja ela para pessoas com deficiência ou mesmo para os outros 15 milhões de consumidores que têm necessidades específicas para navegação na internet.

Visando um e-commerce mais acessíveis e eficiente, algumas empresas têm criado alternativas para deixar os sites cada vez mais inclusivos. É o caso da EqualWeb, corporação israelense que trabalha com a reformulação de páginas da web com foco na inclusão digital. “É fundamental que as empresas percebam a importância de incluir as pessoas com necessidades específicas de navegação nos canais digitais. Não apenas promovem uma ampliação da visibilidade de seus serviços e produtos, aumentando oportunidades de negócios e rentabilidade, como se posicionam responsavelmente no mercado”, comenta Jaques Haber, diretor de Impacto da EqualWeb.

A importância de ter e-commerces inclusivos e tecnológicos ao mesmo tempo

Dos mais de 19 milhões de sites existentes no Brasil, segundo estudo da Web Para Todos e BigDataCorp, apenas 0,7% são considerados, de fato, inclusivos. As falhas na comunicação com pessoas deficientes ou com necessidades especiais para navegação na internet são muitas: desde letras pequenas, caracteres que não podem ser lidos por ferramentas de voz, imagens com informações importantes sem legendas para deficientes visuais… a lista é extensa.

É nesse cenário que a EqualWeb se destaca: a empresa oferece serviços para inserir algumas mudanças nos websites, como o ajuste de leitor da tela, navegação por teclado e navegação numérica, bloqueio de intermitência de brilho, comando de voz, aumento de fonte, mudanças de cores, leitor de texto, descrição de imagem e teclado virtual, entre outros. Essa personalização atrai inúmeros tipos de públicos e inclui aqueles de demandam mais acessibilidade.

“O Brasil ainda tem um destaque negativo na inclusão digital de pessoas com deficiência, mas temos um potencial de ser líderes em acessibilidade digital. Esta é uma agenda que está sendo cobrada pela sociedade e cada vez mais as empresas estão respondendo a esta nova demanda”, explica Haber.

A EqualWeb é responsável pela adaptação de inúmeros sites de varejo em todo o mundo. Já tornou inclusivos mais de 100 milhões de páginas digitais de grandes empresas, como a Coca-Cola, Johnson&Johnson e Nutella.

“Na pandemia nos tornamos mais dependentes do mundo digital. Tanto no nosso comportamento de consumo, quanto na utilização de serviços diversos  — de educação e saúde, para citar os mais relevantes. É essencial que este novo mundo seja acessível também a pessoas com necessidades especiais de navegação”, comenta Haber.

Com a pandemia, a inclusão digital foi uma pauta de necessidade para sobrevivência. E quem teve um site mais inclusivo se tornou, consequentemente, mais promissor a fazer negócios com esse público.

Hoje, é possível trabalhar a inclusão por meio de inúmeros recursos. A inteligência artificial é uma delas — e é também por isso que é tão importante trabalhar a omnicanalidade: para além do conforto de escolher por qual canal se relacionar, ter atendimentos diversos também é inclusivo para quem tem uma necessidade especial.

“É preciso haver uma mudança cultural. Temos ainda um olhar capacitista para as pessoas com deficiência, ou seja, achamos que elas são menos capazes, o que , em nenhuma hipótese corresponde à verdade. As pessoas com deficiência precisam somente de ferramentas adequadas para exercerem plenamente seus potenciais”, conclui Haber.


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