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Fricções, qualificação e tecnologia: o que o futuro reserva para o e-commerce no metaverso?

Fricções, qualificação e tecnologia: o que o futuro reserva para o e-commerce no metaverso?

Entenda como o setor que mais cresceu na pandemia terá que se adaptar para oferecer seus serviços no metaverso.

Falar do crescimento do e-commerce ficou tão rotineiro que se tornou monótono: já está mais que claro que esse será um setor em alta nos próximos anos, com tendência de ficar ainda maior em um curto período de tempo. Sendo assim, é de se esperar que novas estratégias e tecnologias surjam para incorporar o sistema do varejo eletrônico e melhorá-lo. Mas será que o e-commerce está preparado para abraçar a nova vida no metaverso?

Dados da Ebit | Nielsen mostram que o Brasil já conta com mais de 80 milhões de consumidores online, com um total de movimentação de quase 90 bilhões de reais ao ano. E é bem claro que essa amostragem de usuários ainda passará por uma importante fase de adaptação dentro do metaverso, mas as empresas já enxergam um gigante potencial monetário a partir desses números. O questionamento, entretanto, é como o e-commerce se comportará em um mercado que se apresenta mediante ao funcionamento com criptomoedas.

Para Eric Vieira, head de E-commerce do Grupo FCamara, esse não deve ser um grande impeditivo. Ele acredita o metaverso não vem para dificultar o comércio eletrônico, mas para agregar uma nova camada de experiência ao consumidor. “O e-commerce que incluir o metaverso como um novo canal de interação e compra proporcionará novas experiências aos clientes. Será possível, por exemplo, entrar em uma loja virtual com um avatar, provar diversas camisetas e comprar somente a que ficar melhor”, exemplifica o especialista.

gráfico metaverso e-commerce 1
Fonte: Ebit | Nielsen | Foto: Luiza Vilela

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Nova jornada digital do metaverso…
Nos moldes da experiência física?

Chega a ser engraçado pensar que a tecnologia avançou tanto a ponto de mudar as experiências virtuais para deixá-las cada vez mais semelhantes às físicas. Afinal, no metaverso, voltaremos a experimentar algo parecido com o ato de entrar em uma loja — com a diferença de que, para isso, não será preciso sair de casa. “O consumidor terá uma experiência muito próxima de uma atividade que realizaria no mundo físico, podendo testar produtos e serviços de maneira muito realista”, complementa Vieira.

Engana-se, no entanto, quem pensa que a infraestrutura do metaverso, só porque se assemelha à loja física, será a mesma. É preciso ir direto ao ponto: esse novo universo vai exigir uma tremenda tecnologia para funcionar e os processos, ainda que parecidos para o consumidor, serão uma total novidade para as empresas.

Leia mais: Democratização do metaverso: como cada geração pode ser atendida pela experiência

No e-commerce então, a mudança será ainda maior se for pensado o lado da experiência 3D, com realidade virtual aumentada, e as possíveis formas de pagamento no metaverso. Não que a logística real sofra tantas mudanças — posto que o processo de entrega dos produtos físicos adquiridos nesse universo acaba sendo o mesmo do utilizado hoje —, mas tudo para a aquisição e fidelização de clientes será transformado.

“A inauguração de um novo canal é sempre um desafio, tanto em relação à preocupação de manter uma boa experiência do usuário, quanto às questões técnicas de implementação de uma infraestrutura adequada. No metaverso, isso não será diferente. O varejo online terá que disponibilizar uma boa experiência de compra, considerando que o cliente ainda não estará ambientado ao novo canal. Por isso, será preciso minimizar os riscos de rejeição”, esclarece o executivo.

Como fica a mão de obra para e-commerce nesse novo universo?

metaverso e-commece gráfico 2
Fonte: Bloomberg | Foto: Luiza Vilela

Outro ponto importante de destaque é pensar em como a mão de obra qualificada deve se ampliar e mudar para o metaverso. Serão necessárias novas profissões e profissionalizações que atendam a essa nova realidade virtual — e que atuem “por trás das câmeras” para fazer com que o e-commerce funcione bem por lá.

“Além dessa necessidade cada vez maior de profissionais especializados em negócios e comércio digitais, haverá poucas pessoas com conhecimento técnico em metaverso no mercado. Todos esses pontos devem ser considerados e quem antecipar sua preparação para ingressar no novo universo de possibilidades, estará em vantagem. Um e-commerce que possui presença forte com website, aplicativo e marketplace, ao aderir ao Metaverso alcançará uma posição de mais destaque em relação aos concorrentes”, complementa Vieira.

Essa necessidade também relembra como o investimento de profissionalização em tecnologia, no Brasil, já enfrentou (e ainda enfrenta) algumas dificuldades para firmar terreno. Se não for muito bem planejado e estruturado, não será difícil ver uma nova fuga de cérebros do país em busca de melhores oportunidades em nações mais desenvolvidas.

O que se tira de conclusão de tudo isso é que a chegada do metaverso vem para revolucionar o e-commerce que conhecemos hoje. E não há dúvidas que essa revolução é benigna aos negócios — a ver pelo potencial trilionário do metaverso —, mas, ainda assim, é preciso prestar atenção ao todo e não apenas a uma parte. Esse novo universo resguarda inovação e um futuro importante para a tecnologia, da mesma forma que também gerará abismos tecnológicos, sociais e fricções com o consumidor. Em resumo, é tempo de olhar para essa nova realidade com outros olhos: estamos prestes a viver um novo chamado evolutivo.

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