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Do laboratório para a mesa: como será a comida do futuro?

Do laboratório para a mesa: como será a comida do futuro?

Carnes desenvolvidas em laboratório, a partir de células-tronco, prometem revolucionar o mercado alimentício nos próximos anos
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As crescentes preocupações com o meio ambiente e a ascensão dos movimentos de defesa dos direitos dos animais têm feito com que práticas como a agropecuária sejam cada vez mais questionadas. Nesse cenário, a ciência e a tecnologia têm desempenhado um papel cada vez mais importante no desenvolvimento de alternativas para a nossa alimentação. Afinal, como será a comida do futuro?

Já há algum tempo, as versões vegetais de hambúrgueres e embutidos vêm fazendo sucesso ao redor do mundo. Empresas como Impossible Foods e Beyond Meat, que desenvolvem produtos alimentícios à base de vegetais, caíram no gosto do público e conquistaram espaço até mesmo em grandes redes de fast-food. Mas uma nova modalidade de “carne” promete estremecer o mercado de alimentos nos próximos anos: as carnes feitas em laboratório.

As vantagens da carne de laboratório

Empresas ao redor do mundo estão trabalhando para trazer ao mercado hambúrgueres e outras carnes, aves e frutos do mar derivados de tecido muscular cultivado em laboratório, a partir de células colhidas de animais vivos. Como a introdução de alimentos geneticamente modificados antes dela, a carne cultivada em laboratório tem o potencial de transformar a forma como o mundo come.

A expectativa é que, se as carnes de laboratório conseguirem replicar o sabor e a textura da carne tradicional – a um custo menor e com menos desvantagens – elas possam representar uma revolução para o mercado de alimentos.

Entre as principais vantagens das carnes cultivadas em laboratório está a ausência de sofrimento animal em seu processo de fabricação. Além disso, o processo de fabricação da carne a partir de células-tronco emitiria 96% menos gases de efeito estufa do que o tradicional. Por fim, a produção em larga escala de carne de laboratório também seria capaz de reduzir o consumo mundial de antibióticos e água potável.

O que esperar?

De acordo com a consultoria AT Kearny, 35% do mercado global de carne serão atendidos pela carne celular até 2040. Nos Estados Unidos, essa possibilidade já despertou uma batalha entre as empresas envolvidas, que disputam a regulamentação do governo e, é claro, a atenção dos consumidores.

Além dos Estados Unidos, países como China e Israel já possuem pesquisas avançadas sobre a carne desenvolvida em laboratório. Enquanto isso, os órgãos reguladores, como a FDA, trabalham para viabilizar a produção de maneira segura. Gigantes do mercado americano de alimentos como a Tyson Foods já demonstraram interesse em aderir à alternativa.

No Brasil, como na maioria dos países, a produção de carne em laboratório está em estágio inicial, com uma corrida dos desenvolvedores por investimentos. A expectativa é que, no futuro, os produtores brasileiros tirem vantagem do nosso reconhecimento no mercado global de carne.


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