Pesquisar
Close this search box.
/
/
Dia do Consumo Consciente: análise e perspectiva de uma economia sustentável

Dia do Consumo Consciente: análise e perspectiva de uma economia sustentável

Data celebrada em 15 de outubro é importante para ressaltar as mudanças alcançadas e transformações ainda necessárias para consolidar o consumo consciente

Atualmente, a extração de recursos naturais é intensiva, a produção e o consumo são rápidos e o descarte, excessivo. Pouco do que é extraído e produzido é recuperado ou reaproveitado. A insustentabilidade desse modelo de produção e consumo, trazida à luz pela crise socioambiental, tornou incontornável a discussão sobre novas práticas, ainda mais relevantes no contexto da emergência climática e da necessária transição para uma economia mais “verde”. Em 15 de outubro, celebra-se o Dia do Consumo Consciente no Brasil – uma oportunidade para relembrar e discutir o tema sob a perspectiva do consumo.

A data foi instituída em 2009 pelo Ministério do Meio Ambiente, mas a discussão remonta às primeiras conferências mundiais da ONU sobre o tema. O objetivo do dia é educar a população sobre os impactos socioambientais do consumo e fomentar ações mais conscientes dos consumidores.

Assine já a newsletter da Consumidor Moderno e não perca nenhuma tendência de CX

Ao nos tornarmos consumidores conscientes, mais próximos estaremos de uma transição de paradigma. Nesse esforço, o Instituto Akatu, entidade promotora do consumo consciente, listou seis perguntas que um ato de consumo deve incorporar: 1. Por que comprar?; 2. O que comprar?; 3. Como comprar?; 4. De quem comprar?; 5. Como usar?; 6. Como descartar? As perguntas forçam o olhar para a necessidade do consumo, as práticas dos fornecedores, a forma de uso para prolongamento da vida útil e, por fim, a possibilidade de reformar, reutilizar ou reciclar. A destinação final, como resíduo, somente deve ocorrer se nada mais for possível.

Assim, o ato de consumo consciente deve considerar o ciclo de vida de um produto do “berço ao túmulo”, isto é, da extração dos recursos naturais à destinação final dos resíduos. Nesse caminho, deve-se ponderar as externalidades positivas e/ou negativas envolvidas. A reflexão reforça a importância da tomada de consciência do papel do consumo no agravamento da crise socioambiental, cuja contraparte é a potencial capacidade de colaborar para a sua mitigação. O consumo consciente, desse modo, também joga luz à perspectiva social e ética do ato de consumir.

No Brasil, é interessante notar a consolidação de uma mudança de mentalidade. Um recente levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) aponta que 77% dos brasileiros consideram que a adoção de boas práticas de sustentabilidade deve ser prioridade, ainda que coloque em risco o crescimento econômico. Nesse contexto, 98% consideram importante ou muito importante que cidadãos e famílias adotem essas boas práticas, inclusive de governança (o que inclui questões como ética, transparência e combate à corrupção); em relação aos governos e às empresas, a porcentagem é de 96%. De fato, o brasileiro está mais familiarizado com as questões socioambientais e passará a exigir cada vez mais ações das esferas pública e privada.

Ações em conjunto

O consumo, a pressão sobre os recursos naturais e a geração de resíduos, porém, constituem uma problemática complexa, cuja resolução não se dará pela mão única dos consumidores. Além da sociedade civil, são necessárias ações conjuntas e integradas que envolvam as esferas governamentais, por meio de políticas públicas participativas e de qualidade, e a atuação do setor privado.

Na iniciativa privada, o atendimento à regulação ambiental se revela cada vez mais insuficiente diante de uma demanda cada vez mais consciente. A pauta ESG (que se refere às boas práticas ambientais, sociais e de governança) é um bom exemplo da conscientização que parte do mercado. Os compromissos firmados por diversas empresas, segundo os princípios ESG, não decorrem da legislação, mas da compreensão da importância do tema.

É certo que, desse contexto, emergem múltiplas oportunidades para o crescimento e a inovação. Os principais desafios socioambientais das próximas décadas somente poderão ser superados mediante investimentos na mudança tecnológica e na mudança de práticas. A participação do setor privado é fundamental – e pode, por outro lado, garantir relevantes vantagens competitivas. Com efeito, pode constituir uma relação “ganha-ganha” que há muito tempo vem sendo buscada quando da incorporação de dimensões socioambientais à produção.

No final, todos somos consumidores e, no sentido da máxima ambientalista “pensar global, agir local”, temos nossas obrigações a cumprir. A tomada de consciência a respeito do “ato de consumo” é um passo essencial. Ainda há muito o que fazer, mas, felizmente, essa nova mentalidade parece que veio para ficar.

*Leonardo Mattoso Sacilotto, advogado especialista da área ambiental e regulatória do escritório Renata Franco.


+ Notícias 

O hidrogênio verde pode transformar a indústria e os hábitos de consumo

Ação da Vivo amplia pontos de coleta de lixo eletrônico pelo Brasil

Recomendadas

MAIS MATÉRIAS

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

Concepção da capa:
Camila Nascimento


Publisher
Roberto Meir

Diretor-executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes-comerciais
Andréia Gonçalves
[email protected]

Daniela Calvo
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head
Melissa Lulio
[email protected]

Editora-assistente
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Repórteres
Bianca Alvarenga
Cecília Delgado
Jade Lourenção
Jéssica Chalegra
Júlia Fregonese
Lara Madeira
Marcelo Brandão

Head de Arte
Camila Nascimento
[email protected]

Designer
Melissa D’Amelio

Revisão
Elani Cardoso

MARKETING
Coordenadora
Mariana Santinelli

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues

CX BRAIN
Data Analyst
Camila Cirilo
[email protected]


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Eireli.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias
assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com
autorização da Editora ou com citação da
fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a
reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Eireli.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados e
informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

Concepção da capa:
Camila Nascimento


Publisher
Roberto Meir

Diretor-executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes-comerciais
Andréia Gonçalves
[email protected]

Daniela Calvo
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head
Melissa Lulio
[email protected]

Editora-assistente
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Repórteres
Bianca Alvarenga
Cecília Delgado
Jade Lourenção
Jéssica Chalegra
Júlia Fregonese
Lara Madeira
Marcelo Brandão

Head de Arte
Camila Nascimento
[email protected]

Designer
Melissa D’Amelio

Revisão
Elani Cardoso

MARKETING
Coordenadora
Mariana Santinelli

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues

CX BRAIN
Data Analyst
Camila Cirilo
[email protected]


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Eireli.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias
assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com
autorização da Editora ou com citação da
fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a
reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Eireli.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados e
informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]