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Como a criptomoeda pode ajudar na fidelização de clientes

Como a criptomoeda pode ajudar na fidelização de clientes

Especialistas revelam pontos fortes e fracos desse tipo de estratégia

Para além do investimento em blockchain, metaverso e criptomoeda, especialistas veem outras utilidades no uso do dinheiro digital. Uma das hipóteses é de que ele seria um forte aliado na fidelização de clientes. O que, se pensando bem, é um diferencial, já que o público mais jovem tem cada vez mais apego às marcas.

Prova disso é que de acordo com Isabela Rossa, country manager da Coin Cloud no Brasil, a fidelidade digital do cliente pode ocorrer de muitas maneiras diferentes, sendo as mais comuns:

  • Cashback: oportunidade de gastar em uma loja ou empresa e ganhar recompensas em tokens criados pela empresa ou ativos digitais ainda mais clássicos. Exemplo: alguns cartões de crédito fazem cashback em bitcoin e algumas companhias criaram seus próprios tokens, que podem ser convertidos novamente em produtos da loja;
  • Criação de NFT para engajamento do cliente: as empresas podem monetizar ou distribuir tokens não fungíveis (NFTs) gratuitos para ajudar na criação de comunidades, produtos ou eventos exclusivos, que apenas clientes com as NFTs podem comprar ou participar.

Ayron Ferreira, analista-chefe da Titanium Asset, completa dizendo que a questão da fidelização deve ocorrer com a adoção dos clientes pelo token emitido pela empresa.

“Depende muito da criatividade na forma com que a empresa disponibiliza e torna atrativa a aquisição do token. As empresas têm a seu favor o crescimento da adoção dos jovens por ferramentas digitais, como smartphones e formas digitais de pagamento”, afirma.

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A criptomoeda e o comportamento do público

O bitcoin e as criptomoedas proporcionaram uma forma totalmente digital dos indivíduos interagirem economicamente entre si na internet. Ao resolver o problema do gasto duplo, o bitcoin permitiu que pela primeira vez na história fosse possível a transferência de recursos através da internet por meio de uma moeda verdadeiramente digital, descentralizada e segura, sem a necessidade de um banco ou outra instituição permitir e validar as transações.

“Essa inovação tem muito mais apelo entre os mais jovens, que é um público composto cada vez mais por criptonativos, ou seja, aqueles indivíduos que interagem com as inovações tecnológicas ligadas à indústria de criptoativos cada vez mais cedo”, explica Ayron Ferreira.

Um exemplo é o próprio lançamento de tokens por parte de grandes empresas, como o Mercado Livre e o Nubank. Por isso, o especialista acredita que nos próximos anos haverá uma adoção cada vez maior por parte de indivíduos que preferem realizar transações com criptoativos, conforme a indústria amadurece e a regulação avança.

Já para a country manager da Coin Cloud no Brasil, a criptomoeda foi inicialmente criada para fornecer mais uma solução de meio de pagamento, descentralizada, sem interferência de governos e bancos, e acessível a todos.

No entanto, por meio da adoção, as pessoas começaram a fazer outras coisas com a tecnologia e a inovar para trazer outras áreas da vida (não apenas finanças) para uma interação ponto a ponto, mais descentralizada.

“Olhando para o futuro, podemos esperar que empresas e pessoas físicas continuem usando essa tecnologia para facilitar processos”, reflete Isabela Rossa.

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Os cuidados com a fidelização via criptomoeda

Permitir recompensas de fidelidade pode ser uma forma de uma empresa entrar no ecossistema sem ter que se adaptar a 100% de descentralização e volatilidade da criptomoeda, como o bitcoin.

“Os tokens de propriedade da empresa são gerenciados e controlados pela empresa, dando pouca ou nenhuma participação de voto aos consumidores. Portanto, para quem procura independência e liberdade, isso pode não ser o ideal”, alerta Isabela Rossa, country manager da Coin Cloud no Brasil.

“Por outro lado, esse aumento de empresas tradicionais que adotam outras formas de tecnologia (NFTs e tokens) pode definitivamente aumentar a adoção e a educação. A longo prazo, esses novos usuários entenderão os benefícios da descentralização e pressionarão essas empresas a serem mais abertas à ideia”, completa a profissional.

Para Ayron Ferreira, analista-chefe da Titanium Asset, a fidelização via criptomoeda é uma estratégia interessante, mas que precisará de tempo para se comprovar bem-sucedida ou não, pois a criação de um token por si só não tem nada de inovador.

Vale lembrar que existem listados, somente no site Coinmarketcap, mais de 20.000 tokens, devido a facilidade que há no ato de emissão de um.

“O principal motivador de sucesso para um token é a adoção e para que haja adoção é necessário que o token possua um tokenomics adequado. Tokenomics é basicamente a política econômica e monetária por trás do token. Por exemplo, qual a utilidade deste token? Qual a distribuição dos tokens? Quem possui a maior parte destes tokens, o mercado ou o token está na mão de poucos detentores?”, problematiza.

A utilidade também é elemento importante. O token precisa ter diferentes casos de uso para que sobreviva. A recompensa/ cashback é uma forma de utilidade.

Já em relação aos cuidados que devem ser tomados pelas empresas que desejam se enveredar por esse segmento, Isabela Rossa explica que, ao criar os próprios tokens, é fundamental que o gestor entenda qual é a solução apropriada.

“Há muita especulação nos Estados Unidos sobre os tokens não serem corretamente classificados em algumas categorias, e a SEC (Security and Exchange Commission, equivalente à CVM no Brasil) está vindo atrás de empresas que estão usando tokens como valores mobiliários”, conta.

Logo, o ideal seria, segundo a country manager na Coin Cloud no Brasil, discutir as intenções com empresas familiarizadas com a criação adequada de tokens para não ter que levar ao mercado um projeto maior do que o pretendido inicialmente. Outra característica importante é a segurança dos tokens contra fraudes e hackers.

Por fim, por parte dos investidores, o cuidado é o mesmo como em relação a outros ativos financeiros, de acordo com Ayron Ferreira, analista-chefe da Titanium Asset. Afinal, é necessário cautela e não adquirir quantidades acima do ideal para cada perfil de investidor.

“Esse tipo de token é um tipo de ativo de renda variável. Sua cotação está sujeita a oferta e demanda do mercado e por ser uma classe de ativo novo, pode apresentar volatilidade”, finaliza.


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