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Respeito: O que o consumidor da renda média exige das marcas

Respeito: O que o consumidor da renda média exige das marcas

Estudo da CX Brain revela os fundamentos que definem respeito, confiança e valor percebido nas relações de consumo no Brasil, e expõe que o “básico bem-feito” nunca foi tão complexo.
Estudo da CX Brain revela os fundamentos que definem respeito, confiança e valor percebido nas relações de consumo no Brasil, e expõe que o “básico bem-feito” nunca foi tão complexo.
Foto: Shutterstock.
O que os consumidores de renda média no Brasil revelam sobre valor, necessidades básicas e expectativas? A CX Brain analisou o panorama atual das relações de consumo em diferentes regiões do país, traduzindo essa complexidade em insights inéditos para as marcas, apresentados em seu mais recente e-book.

O consumidor brasileiro nunca esteve tão consciente, pressionado e exigente. É o que mostra o estudo Empresas que mais Respeitam o Consumidor 2025, conduzido pela CX Brain em parceria com a Opinion Box, com mais de 2.230 entrevistas, mais de 300 empresas avaliadas e 280 mil interações analisadas.

A pesquisa aponta com precisão o comportamento de consumo de renda média – o coração do consumo no Brasil – e desmonta crenças antigas sobre experiência, preço e fidelidade.

O básico não é básico: é emocional e decisivo

O estudo evidencia que o discurso empresarial do “básico bem-feito” não reflete a realidade do cliente. Para o consumidor, o básico é sobrevivência – e falhar nesse território é inaceitável.

“Num País de renda média, o consumidor valoriza cada centavo que coloca numa relação de consumo. Ele não poder errar com o dinheiro dele. E nessa relação, a qualidade é um valor basal, um atributo fundamental”, pontua Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão e mentor da CX Brain.

A experiência emocional, envolvente e representativa, se une à personalização, à fluidez na jornada de compra e reforça que as marcas precisam ser muito mais preditivas, calculistas e reais para engajar esse consumidor.

Jacques Meir, mentor da CX Brain e diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão, na cerimônia de entrega do Prêmio Empresas que Mais Respeitam o Consumidor 2025.

Destaques do estudo

Os 5 fundamentos do respeito, segundo o consumidor brasileiro:

  • Qualidade e variedade de produtos: é o critério mais citado entre todos os públicos.
  • Preço justo: não é número, é narrativa transparente.
  • Facilidade de pagamento: condições claras e sem constrangimento.
  • Promessa cumprida: previsibilidade é o novo luxo.
  • Atendimento ágil: resolver rápido é tão importante quanto resolver bem.

Esses pilares aparecem no estudo de forma unificada em todas as regiões, idades e gêneros. Do Nordeste ao Sul, de Boomers à Geração Z, o centro de gravidade é o mesmo: rotina, previsibilidade e valor real.

Os dados que explicam essa régua mais alta

As pressões que moldam o comportamento da renda média são:

  • Financeira: renda instável e alta aversão ao erro.
  • Social: desejo aspiracional versus bolso limitado.
  • Temporal: decisões rápidas, medo de perder oportunidades.
  • De escolha: excesso de opções gera ansiedade.

Critérios mais e menos valorizados:

  • Mais valorizados: qualidade (30.578 menções), preço justo (15.771), facilidade para pagar, e cumprimento de promessa.
  • Menos valorizados: transparência pública, causas sociais, sustentabilidade e experiência phygital – ações que não geram respeito, apenas evitam crises.

Geografia do respeito no Brasil real

O estudo revela também marcas como iFood, Drogasil, Pague Menos e Livelo liderando as listas regionais por “caberem” na vida real do consumidor – do tempo ao orçamento.

Clique aqui e conheça as empresas vencedoras do Prêmio Empresas Que Mais Respeitam o Consumidor 2025.

Por que a narrativa publicitária perdeu força?

A capacidade de uma empresa evocar respeito é fundamental – especialmente com a rápida evolução do consumidor, que se transforma mais velozmente que as empresas. Diante disso, não há como negar que o consumidor fica cada vez mais avesso ao “marketing pelo marketing” e narrativas pasteurizadas. A CX Brain propõem alguns insights diante desse desafio revelado no estudo:

  • Campanhas não sustentam respeito. Respeito é engenharia, não marketing;
  • Comportamento, não discurso;
  • Entrega, não intenção;
  • Jornada, não campanha;
  • Básico ampliado, não básico resignado.

Tecnologia norteiam comportamentos e consumo

Além disso, com a ascensão da IA – nova bússola, concierge, terapeuta e calculadora desse novo consumidor –, a régua sobe ainda mais. Se uma tecnologia resolve em três cliques ou em uma conversa, ninguém mais aceita labirintos na relação com uma marca.

Ou seja, a experiência de um streaming precisa agora ser replicada na relação com um supermercado, ou uma farmácia. O respeito ganha contornos universais através de uma experiência de consumo fluída, na qual todas as gerações compartilham as mesmas âncoras (qualidade e preço justo) e não distingue setores quando busca nessa relação valorizar cada centavo investido nela.

“É um estudo muito rico e revelador por diversos aspectos. E embora existam pequenas variações, o foco em necessidades básicas é uma característica comum de qualquer consumidor. É muito importante entendermos a fundo seu comportamento e quanto as empresas conseguem trazer de adaptabilidade para a negociação, diante de um nível de renda bastante oscilante. Além disso, compreender como o empoderamento feminino no orçamento familiar – uma das tendências mais importantes que observamos – impacta ainda mais essa relação”, conclui Jacques Meir.

As 5 leis práticas do respeito ampliado

  • Preço justo é história bem contada.
  • Variedade precisa de curadoria.
  • Promessa pequena, entrega grande.
  • Pagar fácil é respeito.
  • Digital só vale quando resolve.

Em resumo, o estudo que dá origem ao tradicional Prêmio Empresas Que Mais Respeitam o Consumidor 2025 deixa claro que o respeito é algo muito mais tangível do que imaginamos dentro da experiência do cliente, e que sem ele nada se sustenta.

No Brasil da renda média, conquistar o consumidor não é sobre surpreender, é sobre não decepcionar. Respeito é o que cabe no bolso, no tempo e na vida real do consumidor brasileiro.

Para acessar gratuitamente o e-book completo da CX Brain, basta clicar aqui.

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