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Consumidor e Comportamento – Retail Retold

Consumidor e Comportamento – Retail Retold

Por que consumidores irão abraçar essas cinco maneiras de recontar a história do varejo. Uma consequência de um mundo em que é possível comprar em (quase) todos os lugares e a toda hora? Cada vez mais, as compras em lojas físicas parecem ser menos vibrantes, com menos opções e menos transparência. É por isso que consumidores das Américas do Sul e Central estão abraçando lojas físicas que entregam mais: mais do que apenas uma simples transação, e ainda mais do que um ?ótimo serviço de atendimento ao cliente? (que já é esperado!). Das lojas que se deslocam atrás do consumidor, às que estimulam o aperfeiçoamento pessoal e acrescentam valor social ao consumo, Retail Retold trata de cinco conceitos de varejo que miram alguns dos desejos e das necessidades mais profundas dos consumidores. Nesse caminho, eles recontam a história do varejo para 2014.
Legenda da foto

1. MARCAS SOBRE RODA

Agora que os moradores dos grandes centros urbanos, superocupados, podem fazer compras on-line e receber a entrega em um ou dois dias, sua motivação para ir até uma loja caiu a quase zero. Uma consequência? Marcas espertas estão encontrando novos jeitos de se desprender de locações fixas e caçar os consumidores onde eles estiverem.

Serviço de manicure vai a casas e escritórios
Em outubro de 2013, a Nail Delivery lançou um serviço de manicure no Brasil que vai aos escritórios e às casas das clientes. Elas agendam seus horários pelo telefone; a manicure básica custa R$ 30. A Nail Delivery também oferece serviços para eventos, como girls night in, casamentos ou festas corporativas.

E como usar?
Saiba ? via mídias sociais ? onde os consumidores estão. Deixe-os dizer onde querem que você esteja e vá lá!

2. UMA LOJA NO CAMINHO

Nas movimentadas cidades das Américas do Sul & Central, as pessoas estão constantemente em movimento. Além disso, esses consumidores pressionados pelo tempo estão determinados a extrair o máximo valor de suas jornadas diárias. Os consumidores já estão comprando em seus smartphones e navegando por displays de e-tail nas plataformas de trem. Agora, eles irão aderir a marcas que estiverem à frente, criando combinações inesperadas entre transporte e varejo que os ajudem a botar fim em qualquer ?tempo morto? do seu dia.

Beleza no metrô
Em fevereiro 2014, a Beauty Bazar lançou vending machines de produtos de beleza em duas estações de metrô de São Paulo, Luz e Paraíso. É possível comprar lixas de unha, unhas postiças, adesivos e outros itens.

Paletas mexicanas via drive-thru
Em janeiro de 2014, a marca brasileira de paletas (os tradicionais picolés mexicanos), Los Paleteros, inaugurou um drive-thru na franquia de Sorocaba (SP).

E como usar?
Pense sobre as muitas maneiras em que a mobilidade urbana está mudando e veja como pode estar presente no deslocamento dos consumidores

3. OFF=ON=OFF

Consumidores condicionados pela era dos smartphones agora esperam que as plataformas de e-commerce ofereçam o melhor dos dois mundos: a sociabilidade e a mão na massa do atendimento ao cliente da loja física, e a conveniência e os benefícios dos preços online. As melhorias do 3G e da banda larga só farão essa expectativa crescer, possibilitando tanto mais rapidez das experiências online, quanto a melhoria da integração entre os espaços digital e físico.

Câmera pode ser comprada via Instagram
Em dezembro de 2013, a marca Leica ofereceu aos clientes brasileiros a possibilidade de comprar a câmera que se conecta com Wi-Fi Leica C. Compradores tinham de se registrar na plataforma Arco, que conecta a conta do Instagram com a do PayPal, e então puderam comprar a câmera apenas digitando ?comprar? no comentário da foto do perfil @LeicaBrasil. Assim como a câmera, os clientes também recebiam a impressão da foto em que haviam comentado.

Shopping center usa o WhatsApp como canal de atendimento ao cliente
Em dezembro de 2013, o Sonae Sierra Brasil, administrador de shopping centers, foi o primeiro do setor a implantar o WhastApp como uma plataforma de comunicação e uma ferramenta de atendimento aos clientes. Depois do lançamento no Shopping Metrópole, em São Paulo, o serviço se espalhou por outros lugares. Consumidores podem fazer perguntas sobre facilidades do shopping e receber recomendações de lojas dos operadores por meio do aplicativo de mensagens.

Shopping virtual imita a experiência da compra no ambiente físico
iLoveMall é um shopping center em uma plataforma virtual que imita a experiência tradicional de visitar um shopping, com visualizações em 3D de lojas de e-commerce. Varejistas participantes têm corredores e vitrines virtuais. Com lançamento previsto para 2014, a plataforma pode abrigar até 720 lojas.

E como usar?
A fusão entre on-line e off-line está em curso. Você pode usar a tecnologia ?vestível? para tornar invisíveis quaisquer limites restantes entre o físico e o virtual e aproveitar o melhor dos dois mundos?

4. LOJAS SOCIAIS

Os consumidores estão ocupados tirando vantagem total da falta de limites do espaço on-line, mas isso não significa que o local ? questões de localização, tradições, comunidades e culturas ? foi esquecido. De fato, para muitos consumidores, Local Love (o apreço por produtos, serviços e experiências locais) é mais importante que nunca e um meio para fazer valer suas próprias identidades e mentalidades em meio à aldeia global. Isso quer dizer que os consumidores irão amar, prestar atenção e respeitar varejistas que se engajam em questões locais e ambientais, e promovam mudanças que sejam positivas.

Pop-up store vazia é feita para receber doações
Em abril de 2013, a BRMalls, em parceria com o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, abriu a Loja Vazia em São Paulo. A pop-up store foi criada como uma loja normal ? com manequins, provadores e prateleiras ? porém vazia. Ao longo do tempo, o espaço era preenchido com doações de roupas de visitantes. No final de cada dia, as doações eram removidas da loja e doadas.

E como usar?
Como você pode oferecer à comunidade algo que tenha um verdadeiro valor social? Trabalhe com ONGs e CivicSumers para promover serviços públicos que não estão sendo oferecidos pelo setor público.

5. EDU-COMMERCE

Mesmo em regiões onde há uma classe média estabelecida, sempre há Virgin Consumers, que estão se deslocando para novas camadas sociais (de baixa à média ou mesmo de média a alta renda) e experimentando novos produtos e serviços. Isso significa que uma multidão de consumidores que anseiam por orientação e conselhos quando os assuntos são produtos e serviços. Um futuro para o atendimento ao cliente na região, então? Varejistas que não apenas pregam sobre os benefícios de seus produtos, mas, pelo contrário, ensinam como extrair o máximo de valor deles. Nesse processo, eles oferecem educação em determinadas áreas, de aulas de culinária à orientação financeira e mais.

Varejista oferece aulas e recebe eventos
Em agosto de 2013, o Magazine Luiza abriu uma loja na favela de Heliópolis, em São Paulo, a primeira loja virtual do bairro. Consumidores podem comprar produtos em um catálogo virtual, ajudados por vendedores para decidir e comprar on-line. Além de adquirir produtos, consumidor
es podem ir à lojas para ter aulas de culinária e informática, e participar de degustações organizadas pelo Magazine Luiza.

E como usar?
Como você pode melhorar o conhecimento e as habilidades dos consumidores e, ao mesmo tempo, apresentá-los ao seu produto ou serviço? Encontre o equilíbrio e você vai criar uma experiência imperdível!

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