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Confiança do consumidor sobe pelo terceiro mês e atinge maior nível em quase um ano

Confiança do consumidor sobe pelo terceiro mês e atinge maior nível em quase um ano

Avanço do ICC em novembro reflete melhora na percepção das famílias sobre a economia, com destaque para aumentos na avaliação da situação atual e nas expectativas financeiras.
mulher branca fazendo compras em um supermercado
Foto: Shutterstock
A confiança do consumidor subiu pelo terceiro mês seguido e atingiu o maior nível desde 2024, impulsionada pela percepção de melhora da economia e expectativas mais positivas. Apesar disso, juros altos e endividamento das famílias podem limitar o avanço. A alta foi disseminada entre todas as faixas de renda, com destaque para os consumidores de menor renda.

Os consumidores brasileiros voltaram a demonstrar mais confiança em novembro, marcando o terceiro mês seguido de avanço e levando o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ao maior nível em quase um ano. A recuperação ocorre em um cenário de inflação mais baixa e mercado de trabalho resiliente, que têm sustentado a melhora na percepção das famílias sobre a economia.

Segundo o FGV IBRE, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 1,3 ponto e atingiu 89,8 pontos, o maior patamar desde dezembro de 2024. Em médias móveis trimestrais, o índice também registrou alta de 1,2 ponto, chegando a 88,6 pontos.

Para Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE, a sequência de resultados positivos reflete um ambiente econômico que vem se estabilizando nos últimos meses. “A confiança do consumidor sinaliza uma trajetória de recuperação gradual ao subir pelo terceiro mês seguido. Houve melhora disseminada entre as faixas renda, tanto das percepções sobre a situação atual quanto das expectativas”, afirma. Ela destaca ainda que o indicador que mede a percepção sobre a situação atual da economia local alcançou o maior nível desde o início de 2014, um resultado expressivo diante da sensibilidade do índice às oscilações do cenário econômico.

Endividamento pode limitar confiança

Apesar da melhora, Gouveia alerta que a persistência dos juros elevados, combinada ao alto nível de endividamento e inadimplência das famílias, pode limitar o ritmo dessa recuperação. “A persistência de juros altos pode alterar essa dinâmica ao frear a economia, e pelo contexto de elevado endividamento e inadimplência das famílias”, explica.

A melhora do ICC em novembro foi impulsionada tanto por uma percepção mais favorável sobre o momento presente quanto por expectativas mais otimistas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 1,8 ponto e alcançou 84,8, o maior nível desde dezembro de 2014. Dentro desse indicador, a avaliação sobre a economia local atingiu 95,8 pontos, o maior patamar em mais de uma década, enquanto a situação financeira atual das famílias subiu 3,3 pontos, revertendo duas quedas consecutivas. Já o Índice de Expectativas (IE) registrou alta de 1,0 ponto, chegando a 93,8.

A expectativa financeira futura das famílias cresceu pelo terceiro mês seguido, com avanço de 3,2 pontos, e as intenções de compras de bens duráveis também melhoraram, com aumento de 2,0 pontos. A única exceção foi a percepção sobre a economia local futura, que recuou 2,2 pontos no mês. Avanço é mais forte entre famílias de menor renda.

Melhora da confiança em todas as faixas de renda

A melhora da confiança foi disseminada entre todas as faixas de renda analisadas pelo estudo, com destaque para as famílias de menor renda, especialmente aquelas com renda de até R$ 2.100 e até R$ 4.800. Esse movimento sugere que a sensação de alívio econômico, impulsionada principalmente pela desaceleração da inflação e pela resiliência do mercado de trabalho, está começando a ser percebida de forma mais ampla.

Fonte e elaboração: FGV.

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