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Como a loja física pode ter seu próprio ‘Google Analytics’

Como a loja física pode ter seu próprio ‘Google Analytics’

O e-commerce mostrou ao varejo físico a quantidade de dados que os consumidores fornecem na hora da compra. Hoje, há tecnologias capazes de fazer da loja um hub de dados. Saiba mais

O mercado on-line representa ainda meros 4% do total de vendas do varejo brasileiro, abaixo das grandes nações, o que aponta para uma importância mais relevante da loja física em comparação a outros lugares do mundo. A pesquisa da PwC “Global Consumer Insights Survey 2018” diz que a loja física voltou a crescer em 2018. Neste ano, a frequência de compras no off-line voltou à casa dos 60% depois de dois anos seguidos de perda de relevância.

Rafael Alcantara, country manager da Vemco, empresa especializada em soluções tecnológicas para o varejo, aponta que, o varejo tem dificuldade de transformar em conhecimento a enorme massa de dados que ele faz girar todos os dias e que com o advento do comércio on-line, isso ficou muito mais evidente.

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“São várias falhas (do varejo físico) em relação à loja virtual, que consegue dar ao empresário um controle total sobre a operação. No on-line, dá para saber o que a pessoa viu da sua campanha, qual página acessou, por quais produtos navegou, se chegou no checkout e se realmente concluiu a compra”, detalha Alcantara.

O executivo aponta que a loja física, de maneira, geral, não consegue ter um controle exato sobre esses passos do consumidor. “Você sabe quantas vendas teve na loja, mas todo o restante do trabalho que foi feito antes de a pessoa chegar no checkout não é analisado”, acrescenta.

Alcantara destaca que o empresário do varejo precisa ter domínio sobre todos os passos do consumidor no eletrônico e no off-line se quiser ter, de fato, uma operação omnicanal. As campanhas de marketing na internet, por exemplo, podem ser mensuradas de maneira eficiente, o que torna o investimento mais assertivo. Para o executivo, a loja física precisará absorver essa precisão se não quiser ficar atrás do e-commerce.

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As tecnologias disponíveis no mercado já são capazes de oferecer ao varejo uma operação pautada em dados e reduzir as decisões baseadas somente no feeling do empreendedor. Reduzindo, consequentemente,  erros que, num mercado com margens espremidas, podem ser fatais. “É possível, com o que temos de tecnologia hoje, fazer um mapeamento na loja física de qual tipo de produto as pessoas buscam mais. Em qual setor elas ficam mais tempo, analisando. Se você não tem ferramentas para cobrir isso, você fica apenas no achismo”, alerta.

Esse controle pode ser feito, hoje, por meio de sensores instalados dentro da loja para contar fluxo de clientes, analisar o tempo em que uma pessoa fica diante de uma mesma prateleira ou no provador, ou mesmo para ser atendida no checkout. É possível ainda analisar o rosto das pessoas para identificar quantos homens, mulheres e crianças passam por um determinado setor da loja.

Evolução na contagem de fluxo

Alcantara garante que, a tecnologia de reconhecimento por imagem, uma das mais avançadas hoje, é capaz de reduzir erros de contagem a quase zero. O percentual de acerto é de 99%. Uma evolução e tanto em processos que começaram na avaliação visual e no caderninho e foram sucedidos, em primeira instância, por contagem via equipamentos de infravermelho.

Alcantara afirma que essas tecnologias iniciais de contagem de fluxo estavam sujeitas a erros básicos porque eram incapazes de diferenciar pessoas de qualquer outra coisa que se movimentasse, até mesmo um carrinho de supermercado ou de bebê. “A margem de erro era muito alta. Depois disso, os fabricantes de hardware desenvolveram um contador que é chamado de contador de fluxo 2-D. Ele analisa a imagem, só que não consegue fazer uma diferenciação em relação à forma, o que incide, também, na margem de erro”, relata.

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Enfim, o varejo recebeu a contagem via câmera 3-D, capaz de avaliar profundidade e distância, o que melhorou substancialmente a exatidão das contagens na loja física. Essa tecnologia integrada à inteligência artificial pode reconhecer formas com precisão, permitindo aos equipamentos melhorar a capacidade de análise com o tempo por meio do aprendizado de máquina.

Com essas tecnologias à disposição, a expectativa é a de que o varejo físico caminhe, nos próximos anos, para a redução considerável de erros de planejamento e execução. “Assim como é feito no e-commerce, a proposta dos analytics para lojas físicas possui valor agregado de muita relevância para o controle de performance. É possível mapear desde as campanhas de marketing até o PDV. É como ter um funil de vendas com a precisão do digital na loja física. Desta forma, o empresário que utiliza uma plataforma analítica terá em mãos o controle completo sobre sua operação, conhecendo todos os gastos e todo o retorno gerado”, garante o executivo.

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