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Como criar uma cultura de inovação na sua empresa?

Como criar uma cultura de inovação na sua empresa?

Mudar é sempre uma palavra fácil de ser dita, mas difícil de ser praticada na essência, sobretudo nas empresas. Confira insights de grandes líderes

Convencer uma empresa da necessidade de mudança e implementar um processo de gerenciamento em torno disso não é fácil. A base é uma cultura inspiradora, funcional e baseada na confiança e na força da liderança. O World Retail Congress (WRC), em Madri, trouxe alguns líderes que conseguiram trilhar o caminho da mudança e inovação.

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Alguns nomes de peso, como Michael Hardwick, CFO da Cotton On, Anders Danville, Chairman da H&M na Holanda e da Ikea Internacional, Veronique Laury, CFO da Kingfisher e Christian Verschueren, diretor geral da EuroCommerce, estiveram no segundo dia do maior evento de varejo do mundo para comentar sobre o assunto.

A força da simplicidade

Anders Danville destacou os valores que direcionam a forma pela qual a Ikea executa seus projetos, cria lealdade, reputação e toma decisões. Uma cultura forte leva uma empresa a superar dificuldades e enfrentar períodos difíceis. A Ikea acredita tanto na força da sua cultura que consegue sempre atrair talentos de alto nível. A empresa se dedica a satisfazer necessidades básicas de seus colaboradores, responsabilidade, respeito, sentido, propósito, reconhecimento, confiança e a oportunidade de crescerem como pessoas e como profissionais.

O executivo foi o CEO da operação britânica da rede e entendeu que a simplicidade é benéfica. Por isso, todos se vestem de modo informal, se tratam de modo informal, viajam de classe econômica e falam coisas simples. Ao mesmo tempo, Ikea sabe que a responsabilidade deve sempre vir com a vontade das pessoas assumirem seus erros e fazerem o que deve ser feito.

Da mesma forma, é essa simplicidade que faz com que os executivos da Ikea conheçam as realidades dos colaboradores e de seus consumidores. Uma tradição que vem desde o início da empresa fundada pelo sueco Ingvar Kamprad, em 1953.

Humildade é essencial

Veronique Laury, da Kingfisher, refletiu sobre as dificuldades de manter a integridade de uma cultura em uma empresa com diversas marcas, espalhadas por muitos mercados. Ela defende que as lideranças devem ser humildes, acessíveis e justas. “É uma jornada. Construir uma cultura baseada em confiança leva tempo”, afirma a CEO. Por sua vez, Michael Hardwick fala sobre as características da Cotton On, uma empresa que se baseia na força dos relacionamentos um a um, tendo em mente a cultura australiana, onde a empresa nasceu.

E como se dissemina uma história em meio a expansão? É importante ressaltar apenas vitórias ou suas derrotas e falhas fazem sentido para conquistar corações e mentes em outras culturas? Anders fala que sempre há valores comuns entre diferentes culturas e eles podem ser a base para uma expansão bem-sucedida.

Novas gerações

A cultura corporativa pode se adaptar para envolver e atrair os talentos das novas gerações? Veronique diz que as grandes corporações podem, sim, ter dificuldades em atrair novos talentos, na medida em que eles inibem e causam resistência.

Na experiência da Kingfisher, a integração dos jovens de 28 mercados diferentes, a partir das competências, trouxe muitos ensinamentos. Os jovens não ligam para hierarquias, se tratam pelos primeiros nomes, não levam em consideração crachás e atribuições. Essa busca por igualdade e informalidade acaba influenciando positivamente as culturas corporativas.

Uma cultura corporativa sólida normalmente preza o valor do trabalho, recusa o excesso de protocolos e não associa diretamente responsabilidade a autonomia. Ou seja, as pessoas têm poder de fazer não apenas o que querem, mas o que é necessário, fazer o que é certo em nome da qualidade do trabalho.

Veronique defende que as empresas precisam estar focadas nas necessidades dos consumidores e clientes, dispostas a ajudá-los quando precisam. O papel da alta direção é decisivo para dar exemplos e encorajar as pessoas a irem na direção certa. Cultura e valores dão sentido claro ao negócio e asseguram a visão de longo prazo, mesmo que ela atravesse períodos de mudança. Sim, é possível que os valores e a cultura conflitem de acordo com as condições do mercado, mas sempre acabam se unindo para assegurar que a empresa continue firme em seu caminho.

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