A Community Creators Academy, chamada pelos seus idealizadores de “a primeira universidade de criação de conteúdo do Brasil”, abriu as portas no início deste mês na Vila Leopoldina, zona oeste da capital.
Instalada em um galpão de 14 mil m², a estrutura conta com mais de 200 estúdios temáticos à disposição dos alunos, incluindo ambientes inusitados, como uma praia artificial e até banheiros instagramáveis.
A proposta vai além da produção de vídeos para redes sociais. O currículo combina base teórica com prática intensiva, trazendo disciplinas como Estratégia e Marketing Digital, Produção Audiovisual Avançada, Algoritmo e Engajamento, Branding e Posicionamento, Monetização e Modelos de Negócio, Direito Digital, Inteligência Artificial Aplicada e Empreendedorismo.
O investimento para tirar a ideia do papel foi de R$ 40 milhões, e a expectativa é aproveitar o potencial de um mercado avaliado em trilhões de reais no mundo.
Cursos e valores
As aulas começaram na primeira semana de agosto, com cerca de 200 alunos matriculados. Os cursos são presenciais, duram entre três e seis meses e têm frequência de duas a três vezes por semana.
Além das salas de aula, a academia oferece salão de beleza, espaço de maquiagem, academia para gravação de treinos e salas de atendimento dermatológico, garantindo uma infraestrutura completa para quem quer profissionalizar sua presença nas redes.
O local também abriga um estúdio dedicado ao social commerce, focado em conteúdo para vendas em plataformas como Instagram, TikTok e Facebook. Apesar disso, um dos ambientes disputados é o banheiro instagramável.
Para ingressar na Community Creators Academy, os interessados passam por um processo seletivo pago, inspirado em modelos de universidades internacionais. A escola afirma aceitar perfis variados de criadores, desde iniciantes até influenciadores consolidados.
Redes sociais e carreira de influenciadores
A Community Creators Academy é fruto de uma parceria entre a Ânima Educação e a Agência Califórnia. O lançamento da instituição e a dimensão das instalações revelam um cenário crescente no País, no qual jovens estão vendo as redes sociais como caminhos alternativos ao ensino superior e às carreiras tradicionais. Segundo estudo da Nielsen, existem mais de 10,5 milhões de influenciadores no País, sendo 500 mil com mais de 10 mil seguidores.
As redes sociais oferecem inúmeras possibilidades para usuários criarem conteúdo e interagirem com pessoas no Brasil e no mundo. No entanto, influência é um trabalho de dedicação total e muitos dos influenciadores hoje não possuem uma formação na área ou em correlatas para atuar no meio. A profissionalização pode ser uma ferramenta essencial para conquistar novos seguidores, mas é preciso também uma boa dose de criatividade e sorte para se destacar – e, claro, se manter no jogo.





