Um estudo realizado pela dunnhumby, empresa especializada em ciência do consumidor, com base nos hábitos de 7 milhões de consumidores em 14 países da Europa, Ásia e Américas, indica que as vendas on-line de alimentos crescerão nos próximos cinco anos em um ritmo duas vezes mais rápido que nos canais off-line.
Em todo o mundo, a compra de alimentos por meio de plataformas online cresceu de forma acelerada. A penetração desses canais em cada país apresentou diferentes níveis de alcance e, para entender a variação desse crescimento, a dunnhumby classificou os mercados em três categorias: maduros (acima de 4,8% de penetração online), emergentes (acima de 0,9%) e nascentes (acima de 0,5%) ? que é o caso do Brasil.
De modo geral, há uma tendência de variação cada vez maior entre os canais de compra: em mercados emergentes e nascentes, nos próximos cinco anos as vendas deverão saltar 97% e 89%, respectivamente. No Brasil, a previsão é de crescimento de 14% em vendas on-line e 7% nas lojas físicas. Ainda assim, a participação do on-line continuará pequena. ?Para crescer de forma mais acelerada, é preciso que o varejo adote uma abordagem mais integrada entre os canais on-line e off-line?, afirma Adriano Araújo, diretor-geral da dunnhumby no Brasil.
Segundo o levantamento, clientes que fazem compras de alimentos on-line gastam em torno de 6 vezes mais por visita virtual do que quando compram em lojas físicas, uma vez que adquirem on-line produtos maiores (como higiene e limpeza) e deixam para as lojas os itens frescos, como vegetais e carnes.
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