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Ciência que melhora o varejo

Ciência que melhora o varejo

Como o BI pode ajudar as empresas do setor a fazer mais com menos?

O varejo, que nos últimos dez anos usufrui de um cenário de crescimento contínuo, passa hoje por um momento bastante desfavorável.  De acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no mês de maio as vendas do setor caíram 0,9% em relação a abril, representando a maior queda em 14 anos, acumulando um percentual de 2% no ano e de 0,5% nos últimos 12 meses. No entanto, estar em crise não significa ficar parado. É preciso preparar-se para superar os desafios que os momentos mais difíceis apresentam.

Pesquisas recentes mostram que as empresas que injetam big data e analytics em suas operações apresentam taxas de produtividade e rentabilidade 5% a 6% maiores que seus pares que não fazem o mesmo. É isso que define sua sobrevivência e que as torna mais eficientes ou determina seu sucesso nos negócios.

E nos momentos de crise esse investimento pode ser ainda mais crucial. O BI, o big data e o analytics, como queiram chamar, podem ser aplicados e exercitados das mais diversas formas, respondendo a pontos críticos. Em primeiro lugar, mais do que vender é preciso saber para quem e como seus produtos estão sendo vendidos. Avaliar de maneira bem detalhada para quem o crédito está sendo liberado e o risco de inadimplência que cada uma dessas pessoas representa é um requisito básico.

Outro ponto importante, que faz a diferença e é comum a todos os varejistas, independente do segmento, é conhecer profundamente os dados relacionados ao sortimento de peças; saber quais produtos mais vendem e ter uma boa estratégia de vendas cruzadas.

Além disso, os elevados índices relacionados às perdas são um dos maiores responsáveis hoje pelos prejuízos no setor varejista. Desta forma, a prevenção a perdas é sem dúvida nenhuma crucial para o segmento de varejo. Para corrigir o curso, é preciso saber o quanto se perde, seja por roubo ou por algum dano. Cada empresa precisa entender seus padrões de comportamento e as peculiaridades de sua operação.

Um grande atacadista, por exemplo, conseguiu descobrir um enorme esquema de fraudes em uma de suas lojas ao analisar itens contidos em cada tíquete de venda. Uma informação que pode ser considerada simples do ponto de vista analítico, porém devido ao grande volume de dados, de difícil detecção.

É aí que entra a inteligência. É preciso analisar esse grande volume de dados para entender os comportamentos e tudo o que acontece em cada uma das unidades, seja a empresa um supermercado ou uma cadeia de lojas de departamentos. A velha história de transformar dados em informações valiosas que permitam aumentar as vendas, ter menos perdas e ser mais eficiente, é mais real do que nunca.

As empresas precisam acessar todos os tipos de dados, independente de onde estejam e das mais diversas fontes, sejam elas internas, de institutos de pesquisas ou redes sociais. É preciso trabalhar qualquer dado e transformá-lo em informação, tirando todo o valor que possui, contando com a capacidade analítica não só do profissional, mas também da ferramenta.

O Business Intelligence ajuda a ser ao mesmo tempo descritivo e preditivo: ou seja, conhecer os detalhes de sua operação; revelar aspectos que permitam entender o que e por que determinado desvio aconteceu, com a capacidade de clusterizar e associar as informações; terminando em ser mais preditivo. Afinal os recursos de data mining (mineração dos dados), baseados em históricos, ajudam a entender o que pode acontecer se o cenário não for modificado.

Também já é realidade o BI conversando com bases Big data, com o Google Analytics e com todas as redes sociais. Ferramentas super avançadas, porém nem um pouco inacessíveis, conseguem trazer informações de todas essas bases para serem analisadas, com a mesma qualidade, permitindo que o varejista acompanhe todas as etapas de uma campanha, desde o post no Facebook a até a venda consolidada pelo seu e-commerce.

Para que tudo isso aconteça, a interface para acessar dados e transformá-los em informação precisa ser fácil e intuitiva, para quem quiser usar. É requisito básico que o dado seja pervasivo, ou melhor, popularizado. O que acontece, muitas vezes, são dados restritos às diretorias, esquecendo, por exemplo, que muito do que acontece, acontece na loja. Mais do que ter inteligência, ela tem que estar disponível na mão de quem faz a operação e não somente de quem faz a gestão. Desta forma, o BI pode sim, através de análises e previsões inteligentes, contribuir de maneira significativa para melhorar a efetividade do varejo em tempos de crise e ajudar essas empresas a superar os desafios de reduzir as perdas e de fazer mais com menos.

* Tiago Sanchez é diretor de pré-vendas América Latina da MicroStrategy

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