Tempo, na medicina, nunca foi apenas um detalhe. É ele que separa um susto de um diagnóstico precoce, um tratamento simples de uma jornada complexa. E se a tecnologia pudesse encurtar esse caminho, sem deixar de lado o cuidado?
No mais recente episódio do Boteco da CM, videocast da Consumidor Moderno, Roberto Cury, VP da Unidade de Atendimento e Experiência do Cliente da Dasa, mostra como Inteligência Artificial e sensibilidade caminham juntas na transformação da saúde.
“Tempo é vida”, resume o executivo, ao explicar como dados e algoritmos têm sido usados para acelerar diagnósticos e direcionar tratamentos com mais precisão.
Menos espera, mais vida
Reduzir o tempo entre diagnóstico e tratamento pode mudar completamente o desfecho de uma doença. Um dos exemplos citados no episódio mostra isso com clareza: o início do tratamento de câncer de mama caiu de 17 para 7 dias com o uso de IA.
Por trás desse avanço, há um sistema que cruza dados, identifica achados críticos e aciona rapidamente médicos e pacientes. Tudo isso com um cuidado essencial: a forma como a informação é entregue.
“Na hora que vem a notícia, é um baque grande”, destaca Cury. Por isso, além da eficiência, existe uma preocupação clara com a jornada emocional do paciente desde o primeiro contato até os próximos passos do tratamento.
Ou seja, não basta diagnosticar rápido. É preciso acolher rápido também.
Tecnologia com toque humano
Ao contrário do que muitos imaginaram em um passado recente, a Inteligência Artificial não substituiu médicos, mas sim ampliou sua capacidade de atuação.
“Há 10, 15 anos falaram que a IA iria substituir o radiologista. Ele continua trabalhando”, lembra Cury. A diferença agora está na combinação entre análise de dados em escala e o olhar clínico, que entende o impacto real de cada decisão na vida do paciente.
Esse equilíbrio aparece também em iniciativas que vão além do diagnóstico. Um exemplo marcante é o uso de impressão 3D para transformar exames em experiências mais inclusivas. É o caso de uma mãe cega que pôde “ver” o rosto do filho pelo toque.
É nesse ponto que a tecnologia deixa de ser apenas ferramenta e passa a ser ponte.
Da prevenção à personalização
Se o tempo é protagonista, a personalização é o próximo capítulo. A medicina caminha para um modelo em que cada paciente é único e tratado como tal.
Com o avanço da genômica e da análise de dados, já é possível prever riscos, orientar exames e até definir tratamentos mais assertivos. Em vez de protocolos genéricos, surge a chamada medicina de precisão.
“Com esses dados, você consegue ser muito direcionado”, explica Cury. Isso significa menos tentativas e mais assertividade, tanto no diagnóstico quanto na terapia.
Mas há um ponto de atenção: mais informação não significa mais exames. O excesso também pode gerar ansiedade e decisões desnecessárias. Roberto Cury ressalta que o desafio está em usar os dados com inteligência e responsabilidade.
A saúde do futuro será cada vez mais eficiente, mas só fará sentido se continuar sendo, acima de tudo, humana.
Quer entender como essa transformação está acontecendo na prática? Vale dar o play no episódio completo do Boteco da CM!





