A Black Friday deve bater o seu recorde histórico no varejo brasileiro em 2025. Segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o período de descontos deve movimentar R$ 5,4 bilhões. O valor representa um crescimento de 2,4% em relação à edição anterior.
Com a projeção, a BF posiciona-se como a quinta data mais importante do varejo, atrás apenas do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. Desde 2020, impulsionada pela digitalização do consumo, a Black Friday registra saltos consideráveis ano a ano.

O desejo dos consumidores:
Três segmentos devem responder por 68% de todo o faturamento da data neste ano:
- Hiper e supermercados: R$ 1,3 bilhão;
- Eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,2 bilhão;
- Móveis e eletrodomésticos: R$ 1,1 bilhão.
Em seguida há os setores de vestuário, com R$ 0,95 bilhão, e farmácias, perfumarias e cosméticos, com R$ 0,38 bilhão.
Um cenário complexo para o consumo
A Black Friday chega em meio a uma combinação contraditória de fatores.
De um lado, o consumidor tem mais renda e encontra preços menores com a valorização do real. Do outro lado, porém, o peso do crédito deve frear um consumo maior: juros para pessoa física chegam a 58,3% ao ano, o maior nível desde 2017. Enquanto a inadimplência das famílias bate 30,5%, e 13,2% já dizem não ter como pagar suas dívidas.
A isso se soma à concorrência com produtos importados. Mesmo com alíquota de 20% do Programa Remessa Conforme, o volume de encomendas vindas do exterior continua subindo.
O consumidor deve encontrar descontos reais?
Segundo a CNC, sim.
A instituição monitorou os preços dos produtos mais buscados nos últimos 40 dias e descobriu que 70% das categorias já apresentavam tendência de queda, indicando potencial de descontos na data. Itens como papelaria, livros, joias, perfumaria, utilidades domésticas e higiene pessoal lideram o ranking de redução de preços.





