O movimento nas lojas fechou o primeiro semestre com alta de 2,6%, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo indicador divulgado hoje (7) pela Serasa Experian. Apesar da alta, o resultado é o pior desde 2003, quando a alta foi de 3%.
O crescimento também é o segundo pior de toda a série do indicador, que começou a ser mensurado em 2001, quando cresceu 11,5%.
A queda dos níveis de confiança dos consumidores, a alta da inflação, das taxas de juros e, mais recentemente, do desemprego, prejudicaram a atividade varejista deste primeiro semestre, segundo os economistas da Serasa Experian.
Considerando os segmentos do setor, o de veículos, motos e peças foi o que registrou o pior desempenho no primeiro semestre, com queda de 12,5% na comparação com o mesmo período de 2014.
Materiais de construção também registraram queda, de 7,1%. Também houve recuo de 5,3% no segmento de combustíveis e lubrificantes.
O que impediu que a atividade econômica entrasse na zona negativa foi o movimento dos consumidores nas lojas de tecidos, vestiário, calçados e acessórios, que registrou alta de 5,8%.
Lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática registraram aumento de 5,2% e supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, de 2%.
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