Pesquisa publicada na Applied Clinical Informatics mostra que médicos gastam mais de 50% do seu dia de trabalho em tarefas administrativas, como elaboração de documentação de registros médicos eletrônicos (EMR) e revisão de prontuários. Focando no aumento da produtividade e na redução da carga administrativa dos profissionais de saúde, a Philips lançou um assistente virtual de Inteligência Artificial (IA) que visa transformar a experiência dos registros médicos eletrônicos (EMR). Além disso, a empresa também planeja acelerar a inovação em IA no setor de saúde, numa parceria estratégica com a AWS.
No ano passado, a companhia introduziu um recurso de viva-voz em sua plataforma EMR, que permite aos usuários navegarem e recuperarem informações por meio de comandos de voz, preparando o cenário para o desenvolvimento do Assistente Virtual de IA. Chamado de Tasy EMR, o novo assistente virtual é alimentado por modelos de linguagem que extraem automaticamente dados importantes de notas clínicas não estruturadas. A companhia explica que o uso da ferramenta agiliza o processo de gráficos e elaboração de pedidos, economizando um tempo valioso dos médicos e melhorando a qualidade do atendimento.
“Temos o prazer de apresentar nosso Assistente Virtual de IA para EMR, uma solução transformadora projetada para melhorar a eficiência e a qualidade da prestação de cuidados de saúde na América Latina”, afirma Shiv Gopalkrishnan, líder de negócios de EMR e gerenciamento de cuidados da Philips. “Ao simplificar as tarefas administrativas e melhorar a experiência de EMR, estamos capacitando os profissionais de saúde a se concentrarem no que realmente importa – seus pacientes”.
O Assistente Virtual de IA permite a extração de itens de dados importantes que podem eventualmente ser usados para dar agilidade ao processo de alta de um paciente, possibilitando que os médicos agilizem ainda mais o fluxo de trabalho. A utilização do assistente de IA dentro da aplicação do Tasy garante mais segurança e responsabilidade no uso, uma vez que o dispositivo médico é o primeiro e único prontuário eletrônico regular como dispositivo médico pela Anvisa no Brasil.
“Isto marca um passo significativo para enfrentar os desafios únicos no setor de saúde da região e reafirma nosso compromisso em gerar resultados positivos para médicos e pacientes”, explica Gopalkrishnan.
IA na área da saúde
Como parte de seu compromisso com o avanço da IA na área da saúde, a Philips está trabalhando com a AWS para implantar modelos fundacionais usando o Amazon Bedrock para explorar a documentação ambiental do Philips Tasy EMR. Este serviço totalmente gerenciado oferece vários modelos básicos de alto desempenho de empresas líderes de IA por meio de uma única Interface de Programação de Aplicação (API), juntamente com um amplo conjunto de recursos necessários para criar aplicativos generativos de IA responsável, com segurança e privacidade.
Na prática, o sistema habilitado para IA da Philips escuta a conversa entre o médico e o paciente, permitindo a extração contínua dos principais dados da conversa, o pré preenchimento do prontuário do paciente e a elaboração de pedidos, possibilitando que os médicos se concentram principalmente no atendimento ao paciente e na revisão e confirmação no final do encontro ou consulta.
Um panorama sobre o mercado de IA
As mudanças tecnológicas e a regulamentação governamental são os principais fatores de mudança para a criação de valor no setor de saúde do Brasil para os próximos três anos. Esta foi uma das tendências apontadas pela 27ª edição da CEO Survey, pesquisa anual da PwC, que neste ano ouviu mais de 4,7 mil executivos em mais de 100 países, incluindo o Brasil.
Nos últimos 12 meses, 32% dos CEOs de saúde no Brasil mudaram a estratégia de tecnologia de suas empresas por causa da IA generativa. Um percentual acima da média global do setor, de 25%. Além disso, 29% dos entrevistados brasileiros afirmam que a IA generativa já é adotada em toda a empresa, enquanto a média global para o setor é de 26%.
Para os próximos 12 meses, 65% dos respondentes da indústria de saúde no Brasil afirmam que a IA generativa melhorará a qualidade dos produtos e serviços de suas empresas e 52% acreditam que esta tecnologia aumentará a capacidade das empresas em gerar confiança com os stakeholders.






