Sexta-feira, 19h40 da noite. O Jornalista em férias entra na Galeries Lafayette, em Paris, para mostrar o ícone mundial do luxo à esposa, que abre um sorriso do tamanho do mundo ao ver a famosa abóbada de vidro que domina o centro da loja. O sorriso continua imenso ao percorrer o andar térreo, onde estão as store-in-store de maquiagem, e o passeio se torna uma mistura de arquitetura, história e ?window shopping? (não, salário de profissional de comunicação não condiz com a Galeries Lafayette).
A surpresa estava à espera no primeiro andar. Algumas mesas de madeira clara, com um design bastante típico, mas sem produtos. Cerca de 15 pessoas, de calça e camisa polo pretas, cuidam de organizar o local. Ao lado, um display de capas de celular e, um pouco além, um amplo painel anunciando o wearable mais badalado nos últimos tempos.

Mas onde está o Apple Watch?
A Apple abriu, neste final de semana, uma store-in-store na Galeries Lafayette, a menos de um quarteirão de sua loja-conceito em frente à Ópera. A abertura foi tão cercada de mistério que envolveu cerca de 60 pessoas, recrutadas de diversos pontos de venda (e um ou outro novo funcionário) em cima da hora. Nenhuma divulgação foi feita à imprensa antecipadamente.
O objetivo é aproveitar os milhares de turistas que percorrem a Galeries Lafayette diariamente para estimular, a partir desta sexta-feira (24/04), a compra on-line do Apple Watch. O produto será vendido exclusivamente pela internet até o mês de junho, o que, no caso da Galeries Lafayette, resolve o indesejável problema das filas quilométricas.
A abertura do PDV na Galeries Lafayette, no sábado passado, não foi completamente sem sobressaltos: os produtos chegaram ao local apenas na madrugada anterior e muitos vendedores não estavam habituados aos cartões fidelidade da Lafayette (por ser uma store-in-store, o pagamento dos produtos é feito nos caixas da loja de departamentos, e não no ambiente da Apple).
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