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6 tendências que vão separar empresas AI-first das demais

6 tendências que vão separar empresas AI-first das demais

De governança a agentes autônomos, Gartner aponta os movimentos que devem definir o futuro de dados, Analytics e IA nos próximos anos.
Foto: Shutterstock
A Inteligência Artificial já deixou de ser uma aposta para se tornar parte da estratégia de negócios. Segundo o Gartner, empresas que desejam se tornar "AI-first" nos próximos anos precisarão ir além da adoção de novas tecnologias e investir em governança, cultura de dados, gestão de valor e decisões orientadas por informações. Conheça as seis tendências que devem moldar o futuro de dados e analytics até 2030.

A Inteligência Artificial já deixou de ser um projeto piloto e agora desafia as empresas a transformar a tecnologia em resultado de negócio.

Segundo o Gartner, a resposta para esse desafio não está necessariamente no modelo mais avançado ou no agente mais sofisticado, mas na capacidade das empresas de construir uma estratégia de dados sólida o suficiente para sustentar essa transformação.

A consultoria prevê que, até 2030, mais de uma em cada dez empresas será “AI-first”, ou seja, organizações em que a Inteligência Artificial deixa de ser uma ferramenta e passa a fazer parte de praticamente todas as decisões do negócio.

“As organizações estão avançando rapidamente em direção a um modelo operacional AI-first, no qual a Inteligência Artificial já é uma consideração central em todas as decisões de negócios, fluxos de trabalho e investimentos”, afirma Carlie Idoine, Vice-Presidente Analista do Gartner.

Mas chegar lá exige mais do que investir em tecnologia. Por isso, a consultoria destaca seis movimentos que devem moldar o futuro de dados e Analytics nos próximos anos.

1. A IA virou assunto de Estado

Se até pouco tempo a conversa sobre Inteligência Artificial estava concentrada dentro das empresas, agora ela chegou aos governos.

O Gartner aponta a chamada “IA soberana” como uma das principais tendências para os próximos anos. Isso significa que países estão buscando maior controle sobre seus dados, suas infraestruturas e suas capacidades de IA.

“A IA soberana está mudando fundamentalmente a forma como as organizações pensam sobre controle, inovação e resiliência em suas estratégias de Inteligência Artificial”, afirma Carlie Idoine.

O movimento pode até parecer distante da realidade corporativa, mas não é. Cada vez mais organizações precisarão entender onde seus dados estão armazenados, quem controla suas plataformas e quais riscos existem em depender de tecnologias desenvolvidas fora de seus mercados. Ou seja, a geopolítica entrou oficialmente na conversa sobre dados.

2. Redução dos riscos com agentes de IA

Todo mundo está de olho nos agentes autônomos, mas o Gartner alerta que quanto mais decisões forem delegadas à IA, maior será a necessidade de governança.

Se uma Inteligência Artificial pode aprovar um crédito, recomendar um tratamento médico ou definir uma oferta comercial, alguém precisa ser capaz de explicar por que aquela decisão foi tomada. Por isso, a consultoria acredita que a chamada governança de decisões ganhará mais destaque nos próximos anos.

Até 2029, decisões modeladas e governadas deverão ser cinco vezes mais confiáveis e até 80% mais rápidas do que aquelas tomadas sem supervisão estruturada.

3. Governar a IA será tão importante quanto usá-la

À medida que agentes autônomos ganham espaço e novas regulamentações surgem ao redor do mundo, o Gartner acredita que a governança de IA deixará de ser um diferencial para se tornar uma necessidade.

A recomendação é que as empresas adotem plataformas capazes de monitorar riscos, garantir conformidade e assegurar que a tecnologia opere dentro dos limites definidos pelo negócio. Porque, no futuro, usar IA sem governança pode ser tão arriscado quanto não usar.

4. Inteligência em tempo real

Se os dados chegam atrasados, a decisão também chega. Por isso, o Gartner aposta no crescimento acelerado do chamado streaming de dados agêntico, que permite que sistemas de IA recebam informações continuamente e reajam quase instantaneamente.

A expectativa é que mais de 60% das empresas utilizem esse modelo até 2028. Essa mudança deve impactar áreas como prevenção a fraudes, operações autônomas, monitoramento de ativos, logística e atendimento.

5. IA agêntica cuidando dos dados

Gerenciar dados está ficando cada vez mais complexo. Por isso, o Gartner aposta no crescimento da chamada gestão de dados agêntica, em que agentes de IA ajudam a identificar padrões, recomendar ações e acelerar respostas.

Segundo a consultoria, esses sistemas permitirão que equipes trabalhem de forma mais adaptativa e eficiente, desde que exista uma governança robusta para acompanhar seu desempenho.

“Estabelecer uma governança robusta e monitorar continuamente o desempenho será essencial para garantir que essas capacidades entreguem resultados consistentes e alinhados aos objetivos do negócio”, afirma Idoine.

Assim, a IA deixa de ser apenas consumidora de dados e passa a ajudar a administrá-los também.

6. A próxima batalha será pela qualidade das respostas

Modelos de IA generativa evoluíram rapidamente, mas ainda não são capazes de entender contextos completos.

É aí que entra o GraphRAG, uma abordagem que combina modelos de linguagem com grafos de conhecimento para conectar informações de forma mais inteligente. Isso deve gerar respostas mais precisas, mais contexto e menos alucinações.

O Gartner prevê que 40% das empresas utilizarão esse tipo de técnica até 2029.

Os dados seguem soberanos

Apesar dos nomes complexos e das novas tecnologias, a consultoria mostra que o básico ainda funciona. Segundo eles, as empresas que vão liderar a próxima fase da Inteligência Artificial serão as que conseguirem construir e disseminar uma cultura orientada por dados, criar estruturas de governança, medir valor continuamente e transformar informação em decisão.

A IA pode até ser a estrela do momento, mas os dados continuam sendo o roteiro inteiro.

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