O Walmart, maior varejista do mundo, fechou o primeiro trimestre do ano com um desempenho abaixo das expectativas. A empresa disse que suas vendas alcançaram US$ 114,83 bilhões entre fevereiro e abril, praticamente estáveis na comparação anual, mas os lucros caíram 6,96%, para US$ 3,34 bilhões.
A varejista disse que suas vendas foram prejudicadas pela valorização do dólar, que reduziu as receitas internacionais da empresa em cerca de US$ 3,3 bilhões. Em termos absolutos, as vendas da divisão internacional recuaram 6,6% em termos líquidos, para US$ 30,3 bilhões. Mesmo excluindo variações cambiais, porém, o resultado teria sido apenas 2,7% superior ao do ano passado. A operação de clubes de atacado Sam?s Club também caminhou para trás, fechando o trimestre com redução de 3% nas vendas, para US$ 13,5 bilhões.
As vendas on-line da empresa foram uma nota positiva no balanço, apresentando um crescimento de 17% na comparação anual. O desempenho, porém, contribuiu para um crescimento de apenas 0,2 ponto percentual nas vendas da maior varejista do mundo.
No Brasil, a empresa reportou um aumento de 3% em suas vendas, tanto em termos absolutos quanto pelo critério mesmas lojas. O resultado ficou abaixo da concorrência, uma vez que o Carrefour teve uma alta de 8,4% nas vendas em lojas abertas há mais de 12 meses e o GPA, 3,7%. O Walmart disse ainda que o fluxo de pessoas em suas lojas recuou 1,1% na comparação anual, enquanto o tíquete médio avançou 4,1%, um movimento típico de momentos de alta de inflação, em que os consumidores vão menos às lojas, mas gastam mais em cada visita. A empresa disse, em sua teleconferência de resultados, que as operações de atacado (Maxxi) e clube de compras (Sam’s Club) tiveram desempenho acima da média, com crescimento de dois dígitos nas vendas em mesmas lojas.
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