Os nascidos nos anos 1980 – Millennials ou Geração Y – estão no mercado fortemente, agora. Mas as empresa já devem se preparar para as próximas gerações, os nascidos perto dos anos 2000, praticamente com os telefones inteligentes crescendo junto com eles. Compreender sua relação com as tecnologias é fundamental para os negócios.
Justamente por isso, a Amdocs, fornecedora global de soluções de experiência do cliente para as maiores operadoras mundiais de telecomunicações, entretenimento e serviços de mídia, traçou, então, um perfil digital destes jovens. Os representantes desta geração se enxergam tanto como seres digitais quanto seres humanos.
Além disso, mostrou também como é o relacionamento deles com as operadoras brasileiras. O estudo revela que esta relação é frágil, já que apenas 12% dos jovens sentem que as operadoras entendem seu estilo de vida e oferecem serviços compatíveis.
O estudo, encomendado pela Amdocs, foi conduzido pela Vanson Bourne, uma empresa de pesquisas de mercado de tecnologia e aconselhado por um dos principais especialistas geracionais e sociólogo, o Dr. Paul Redmond. Foram entrevistados 4.250 jovens entre 15 e 18 anos do Brasil, México, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Índia, Alemanha, Rússia, Filipinas e Cingapura. Os resultados brasileiros são um subconjunto da pesquisa global.
“A sociedade brasileira é considerada esclarecida digitalmente e conectada, e nossa pesquisa descobriu que esse cenário é certamente verdadeiro para os adolescentes – que reportaram níveis mais altos de engajamento digital do que jovens de outros países”, afirma Renato Osato, Vice Presidente da Amdocs Brasil.
“É alarmante que mais da metade dos jovens já tiveram uma experiência ruim (com suas operadoras). Não podemos desprezar o impacto que os consumidores jovens têm nestes negócios e na percepção de marca, dada a influência deles em pais pagantes e em grandes comunidades online. Isso ressalta a urgência que as operadoras têm em evoluir para um modelo digital que consiga atender às demandas desses jovens e se manter no mesmo ritmo que seus clientes”, afirma a executiva.
Jovem digital
Entre as principais conclusões do estudo, é importante destacar que os jovens enxergam a si mesmos por uma lente digital. Eles chegaram a relatar que se sentiriam mais ansiosos se afastados da internet do que de seus familiares. A maioria, aliás, acredita que o acesso à internet deveria ser um direito humano.
Grandes consumidores de conteúdo gratuito – por streaming, muito mais do que por download –, eles entendem os fornecedores de conteúdo e de aplicativos como “prestadores de serviços” e amam o Google, o Facebook e o WhatsApp. Além disso, querem que a tecnologia os permita desenhar sua própria experiência, o que inclui a impressão 3D como boa opção de investimento.
“É fascinante como o “digital” está definindo a forma como os jovens estão enxergando a si mesmos e aos outros, como eles estão se expressando e como estão aprendendo”, diz Paul Redmond. Segundo o especialista, eles demandam acesso constante e conectividade, e consomem conteúdo de uma maneira diferente do que gerações anteriores. “Essa é uma geração de “conteúdo gratuito” que ama transmissões e não tem nenhuma necessidade de propriedade, chamando a atenção das operadoras para olhar para novos modelos de negócios que podem melhorar a afinidade dos jovens com suas marcas”, conclui.
Confira no infográfico abaixo os principais números da pesquisa:

Mais pesquisas sobre jovens e suas relações com marcas, produtos, serviços e tecnologias serão apresentadas durante o Conarec 2016. Para saber mais sobre o evento, clique aqui.





