A confiança dos consumidores em baixa, a preocupação com o emprego e o crédito apertado fizeram com que o varejo brasileiro tivesse em maio uma queda de 4,5% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com informações divulgadas nesta manhã (14/07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando o Varejo Ampliado (que inclui materiais de construção e automóveis, segmentos cujo comportamento está diretamente ligado a crédito e confiança), o desempenho foi ainda pior: -10,4%.
O declínio das vendas foi generalizado: 25 dos 27 Estados brasileiros tiveram queda em maio no chamado Varejo Restrito, com destaque para Paraíba (-13,6%), Goiás (-12,6%) e Amazonas (-11,1%). Em São Paulo, as vendas caíram 3,5% na comparação anual.
Vários setores do varejo tiveram declínios históricos no mês de maio. As vendas de vestuário, por exemplo, caíram 7,7% na comparação anual, superando o recuo de 7,5% registrado em abril. Em móveis e eletrodomésticos, houve queda de 18,5% nas vendas, seguindo o recuo de 15,3% de abril. As vendas de automóveis caíram 22,2% (acumulando recuo de 17,3% no ano) e o setor de materiais de construção registra declínio de 11,3% na comparação anual.
Mesmo setores que não dependem de crédito apresentaram desempenho ruim no quinto mês do ano. As vendas de supermercados, hipermercados, alimentos, bebidas e fumo caíram 2,1%, mantendo o ritmo de recuo dos últimos meses. Equipamentos e materiais para escritório tiveram alta de 0,3%, enquanto medicamentos e cosméticos apresentaram expansão de 1,8% na comparação anual e são o setor com melhor desempenho nos últimos 12 meses, com crescimento de 6,8%.
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